lar doce lar

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É claro que eu quero conhecer o mundo, diferentes culturas e experienciar o desconhecido. Não sou diferente de ninguém – aliás, sou uma imigrante, então já provei que encaro de frente alguns desafios bem grandes. Mas não consigo deixar de sentir um alívio e alegria enormes quando volto de uma viagem e revejo a minha vizinhança, a minha casa, meu jardim matagal, meus gatos mimados e bagunceiros e volto à minha vidinha brejeira. Viajar é ótimo, alarga os horizontes, desvenda mistérios, enriquece e acrescenta muito ao currículo da vida. Mas voltar pra casa é também muito, muito bom!
Pra mim o maior desafio das viagens é o percurso, o confinamento por horas e horas dentro de um avião sem espaço, sem ar fresco, sem liberdade de movimentos. Já tive viagens ruins, mas esta última regressando de Paris bateu o recorde. Quatro horas trancados dentro do avião no gate da American Airlines no aeroporto Charles de Gaulles, esperando os mecânicos consertarem um problema. Uma tortura que eu não desejo pra ninguém. Depois quase dez horas voando até Miami. Perdemos nossa conexão para San Francisco e fomos enviados para um hotel. Chegamos em Davis com um dia de atraso, de saco cheio de olhar pra malas, banheiros de avião e cartões magnéticos de quartos de hotéis.
Alugando o ouvido do Gabriel ontem à noite com nossas histórias e aventuras francesas, ficou bem claro que aproveitamos muito e que a viagem foi super legal. Tirando a ida e a volta…. Se houvesse um jeito de apenas chegar e sair do lugar, sem precisar fazer a peregrinação de aviões, trens e carros, seria perfeito e com certeza eu viajaria muito mais.

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a torre
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  • Minha menina querida
    Me perdoe não ter vindo antes. Acho que sei onde são aquelas cadeiras;-) e espero muito, muito mesmo que tenha gostado. E se não gostou tanto por ter sido uma grande viagem, espero que volte em outras mais felizes, sem tanto atropelos.
    Mas, pode ir se preparando que vou querer um relatório em cima da mesa, muito breve;-)
    Estou muito feliz com essa viagem sua e já roubei uma foto para a grande data hohoho.
    beijos, beijos
    te adoro muito, minha linda.
    Vc está escrevendo cada vez mais cada vez;-)))
    Beijos
    Bem-vinda de volta,
    Meg

  • Também concordo que esses vôos longos são torturantes. Quando fui a Espanha, depois de nove horas e meia dentro do avião pensei que minhas pernas iam gangrenar. Da próxima vez, vou caminhar pelo corredor. :-))

  • Benvinda de volta a sua casa, Fer. Eu tambem adoro viajar, mas voltar pra casa nao tem preco.
    Ainda bem que o passeio valeu a pena porque, vamos considerar, parece que as empresas aereas estao se esforcando pra perder clientes. Oh, servicinho que vai de mal a pior… Ja ate falei pra minha mae, comprei passagem pra chegar no natal, mas so passo o natal contigo se a United e a varig quiserem… senao, passo no aviao mesmo. Fazer o que?

  • Fezoca, welcome back home. Amei as fotos das cadeiras. Minhas melhores lembranças de Paris incluem essas cadeiras nos parques e jardins. Muito lindo, não?
    Assim como o Guto e a Roberta, também pensei no tele-transporte. O problema é chegar do outro lado e virar uma MOSCA, no melhor estilo Jeff Goldblum! Hehehehhee…
    Mas, que bom que você já tá de volta, curtiu tudo, comeu e bebeu todas e sobreviveu a mais um avião. ;^)
    Beijocas com saudades.

  • Fernanda, voltar para casa é bom demais. As vezes eu saio, dou uma volta só pra ter o prazer de voltar para meu canto.
    E engordou comendo aquelas coisas todas?
    Beijo,
    Liliane

  • Fer, querida! Que bom que você chegou em casa! Isso jà me aconteceu também e eu estava com Anaïs e Nicolas pequenininhos. Imagina o sufoco. Mas ficamos só duas horas dentro do aviao. Era indo pro Brasil. No verao. Os passageiros beberam a agua toda que tinha à bordo e antes de decolar o aviao teve que esperar pra rabastecido em agua.
    Eu jà disse à minha mae que daqui a uns dias paro de ir là, so pra evitar essas horas terriveis que passamos no aviao.
    Mas voltando ao assunto. Fico feliz que estejas em casa. Que sossego, hein?

  • Fer, que bom que você já está de volta ao lar, sã e salva. Hehehe! E como eu sempre te digo, se existisse o ‘teletransporte’, ah! como eu ia viajar… Mas vá lá, um dia isso passa, tomara.
    4 h é muito cruel, feliz por vocês estarem bem. beijos.

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o passado não condena