mindless

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Minha vontade neste momento é de apenas ficar olhando uma paisagem com bastante neve em modo mindless.

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walk, don’t run

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Tenho muitas ganas de andar. Se pudesse andava o dia todo, mas tenho que trabalhar, fazer tarefas domésticas, dormir. Andar é muito bom, é meditativo, ajuda a colocar os pensamento no lugar, sem falar que relaxa e aqui vou vendo a paisagem, as mudanças das estações. Sempre tiro fotos. Às vezes vou andar com colegas durante o trabalho, até acho legal, mas prefiro andar sozinha. Quando ando com o Uriel é a hora de conversar bobagens ou coisas sérias, até choro andando. Andar e conversar sobre política me faz bufar e apressar o passo, fico descabelada e sem folego. Ando com som de jazz, às vezes com som de rock ‘n’ roll. Tenho essa gana de andar e ando muito, só não ando mais porque não posso.

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26 de novembro de 1973

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No dia 26 de novembro de 1973 eu estava na sala de jantar da casa que meus pais tinham alugado depois de vender a que eles tinham construído, em preparação para nos mudarmos para Campinas. Eles estavam tomando decisões cruciais, muitas coisas estavam acontecendo na vida deles, especialmente no trabalho da minha mãe, mas a gente nunca percebeu o estresse, as preocupações, a tensão. Meus pais sempre foram muito bom nisso. Mas eu era uma criança de 12 anos e aquela casa foi um parque de diversões pra mim durante um ano. Eu estava na sala de jantar com paredes rosadas, a mesa e o buffet de fórmica imitando madeira que eu achava lindo. Nessa sala tinha uma lareira na parede, não sei se era de verdade ou só uma decoração. Meu pai montou a árvore de Natal naquele dia. A gente podia olhar, mas nunca ajudar porque os enfeites de vidro super fino quebravam a qualquer toque mais áspero. Meu pai era um perfeccionista e as crianças eram bagunceiras e arteiras e uma delas [eu] era a mais desastrada. Então olhamos apenas e depois do evento da montagem da árvore de Natal eu fiquei um momento ali na sala e estava me sentindo tão feliz, pensei—vou lembrar pra sempre desse dia! todo 26 de novembro eu vou lembrar desse dia, nunca vou esquecer. E nunca esqueci.

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pre-thanks-giving

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Eu adoro o Thanksgiving, mesmo não tendo toda a família aqui, sendo só meu marido e meu filho, que sempre escapa e não passa o feriado com a gente. Mas Thanksgiving pra mim é a melhor celebração, porque só envolve ser grato pelo que temos, cozinhar, receber amigos e família e comer. Este ano passaremos com amigos. As pessoas se juntam, mesmo as que não estão próximas dos parentes como nós. Não precisa comprar presente, essa é a melhor parte.

Fomos olhar um aquecedor elétrico pra comprar no sábado. Paramos no Orchard e depois fomos ao Home Depot. O Orch é uma loja que eu até gosto, porque tem muitas utilidades pra mim, além de plantas, coisas de cozinha. Mas com a aproximação do Natal aquilo fica infestado de enfeites, dos razoavelmente bonitos até os ultra cafonas. Já o Home Depot me oprime. Não tem nada que me interesse lá, mas fiquei esperando o Uriel falar com o atendente e comecei a olhar em volta. Pro meu horror, vi coisas pavorosas, como enfeites de Natal gigantes que o pessoal aqui pendura em árvores, feitos de plástico, decorados com purpurinas douradas e prateadas. Me deu um mal estar pensando NÃO PRECISAMOS de nada disso! Badulaques feitos na China ou qualquer país pobre, cheio de materiais tóxicos [se não for eu sempre acho que é], usando mão de obra semi-escrava. E PRA QUÊ? Pra você ter um badulaque a mais enfeitando a casa, que depois vão acumular poeira na garagem ou terminar sendo doados pruma loja de segunda mão. Toda a parafernália do Natal me oprime, me deixa questionando como chegamos nesse nível de consumismo, de superficialismo, gastando com coisas que não precisamos, está tudo errado. Comprei enfeites novos pra minha árvore de Natal em 2011 porque os meus estavam velhos e horríveis e meus sobrinhos estavam vindo me visitar. Todo ano reuso os mesmos enfeites, não vejo absolutamente nada de errado com isso, vou continuar reusando, serão vintage em 30 anos, nunca serei aquela pessoa comprando uma porcaria feita de plástico no Home Depot.

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the way to the top

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coldcannyon

coldcannyon

Quando chegamos no topo ele me deu um beijo. Parabéns, você conseguiu, estou orgulhoso de você!

Porque ele queria parar, achando que era muito pra mim. E era mesmo. Fiquei cansada, descabelada, de cara vermelha, caí de joelhos duas vezes escalando as pedras ao lado do precipício, mas eu queria muito ver o lago Berryessa lá de cima.

Andamos 12 quilômetros na trilha, subimos e descemos de uma montanha. Não foi fácil, mas a vista lá de cima… OMG!

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🍂

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leaves

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raindrops keep fallin’ on my head

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Choveu na roça!

Como alcançar popularidade sendo ridícula:

—o que você vai ser no halloween Emily?
—princesa guerreira.
—e você Maria?
—wonder woman.
—e você, Fernanda?
—um inseto.

Não ganhei o prêmio de melhor fantasia na festa de halloween da firma, mas me diverti à beça! E todo mundo riu muito.

Ganhei do meu amigo um pacotinho com folhas frescas de kaffir lime. Ele plantou no quintal e vingou. Continuem plantando coisas diferentes, amigos!

Fui tomar café da manhã com meu filho pra me despedir dele, que só vou vê-lo no Natal, e conversamos por mais de duas horas. melhor coisa que isso não há!

Quero um iwatch pra poder nadar ouvindo música.

Americanices––fui ao Costco pra comprar apenas um queijo brie, acabei pegando mais duas coisinhas, quando fui pagar minha membership precisava renovar, total da conta $110.

Ogra is no more. E eu tirei o nome dela dos diretórios do nosso website. Foi super uber sweet! Agora só falta o imbecil número dois ser defenestrado ou se auto-defenestrar. Outro dia foi absolutamente ridículo que no meio da reunião, com meu chefe falando, eu tive que reclamar da barulheira que esse Troglô estava fazendo. Como se faz na pré-escola, com criancinhas fazendo barulho enquanto o coleguinha ou a professora estão falando.

Faz um ano que somos uma nação deprimida e estressada.

hey sorry i’m late i didn’t wanna come

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✴︎ plinklinplink ✴︎

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Hoje é dia de comemorar 17 anos deste blog. Nunca imaginei ter tanto assunto, pra tantos anos de histórias, tanta coisa pra escrever e descrever. Bem que já dava um livro, mas isso é mesmo só um registro dos dias, das coisas que acontecem, um legado pra sabe-se lá qual propósito. É legal escrever aqui, não tenho muitas ambições nem expectativas, não espero aplausos, nem reações, só quero de vez em quando deixar umas frases, umas imagens e colorir o que poderia permanecer vazio com coisas que um dia vou reler e relembrar.

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dezessete

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Estreei minha idade nova em Napa, num dia agradável com minha família, incluindo cachorra. Na semana seguinte os incêndios. É tanta tragédia acontecendo, fora a desgraça de ter um monstro na presidência do país, que estou precisando controlar minha dose diária de ler notícias. Está um pouco demais. Os incêndios me baquearam de um jeito horrível, porque foi muito perto. Poderia ser a gente, a nossa casa, os nossos animais.

Estou escrevendo num bloquinho, com caneta. Não sei exatamente pra que, mas estou tentando registrar meus pensamentos, que são muitos, o tempo todo, como se eu estivesse vivendo agora um momento catártico. Acho que é isso mesmo. O passado já foi e quero viver o presente com mais qualidade. Não quero ser satélite nem espectador passivo na vida de ninguém.

Se meu filho tivesse um blog prolífico e bonito, um instagram cheio de fotos legais, uma presença criativa e interessante nas redes sociais, eu estaria lendo TUDO, vendo TUDO, aplaudindo, discretamente ou efusivamente, elogiando, sendo a maior fã. Eu nunca vou saber o que é isso. Ou melhor, já soube um pouco quando meu pai era vivo. Hoje voltei a ser invisível.

Ainda não sei como me posicionar com relação à muitas coisas. As pessoas são muito estranhas. Achei que tinha reconectado um laço muito especial e forte, agora já não sei mais de nada. A vida continua, com a gente bebendo vinho, viajando com amigos, indo ao cinema, colhendo maçãs, esperando ansiosamente pelas folhas douradas e pelos dias curtos e lindos que virão.

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o passado não condena