get your tontice enhanced with minocycline

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Sempre digo que tenho uma tontice natural porque é verdade. Estou sempre distraída, nunca fui um exemplo de concentração e atenção. Já passei por muitos fiuuuss na vida por causa disso e não tenho vergonha de admitir que sou assim mesmo, uma tonta nata.
Imaginem então essa personalidade completamente tonha da lua como a minha, recebendo doses diárias [embora fraquissimas] de minocycline, um antibiótico que provoca tonturas de efeito colateral.
Fiquei uns meses sem tomar o antibiótico e tive a impressão de ter entrado num regime de abstinência dos meus martinis imaginários. A vida fica muito mais careta sem a minocycline. Voltei para a rotina de tontice constante, porque prefiro ser uma tonta elevada ao cubo e multiplicada por mil do que ter ataques de espinhas na minha idade.

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lady stardust

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Não posso dizer que estou sentindo dor, mas sinto um certo desconforto e um lado do rosto está ligeiramente diferente do outro. Me sinto uma monstra, mas é tudo por uma boa causa.
Comi meu primeiro rango desde a extração do dentão e, que sorte e que felicidade, foi tudo preparado pelo meu filho. Frango grelhado, arroz, aspargos, salada, melancia de sobremesa. Desmaiem de inveja mães do planeta Terra, pois meu filho não é somente lindo por dentro e por fora, inteligente, gentil, talentoso e maravilhoso, mas ele também cozinha muitíssimo bem!
Um dvd muito estranho do Bob Dylan.
Assinei o rss dos quadrinhos da Folha de São Paulo e vou falar a verdade: não curto os quadrinhos brasileiros. Eles são grosseiros, apelativos e nojentos, não consigo achar graça, desculpa aí, viu…
Todos os canais de tevê estão transformando a depressão pós-parto da Brooke Shields num circo. Eu sei de muitos casos escabrosos, esse problema não é brincadeira, as mulheres se matam, matam os filhos, levam anos pra se recuperarem totalmente. É uma verdadeira tragédia que muita gente nem sabe que existe ou simplesmente não entende. Por um lado eu vejo isso tudo como algo positivo, uma maneira de esclarecer os fatos para os ainda ignorantes, mas por outro lado eu vejo somente uma atriz sorridente falando que quis morrer e matar a filha pra vender seu livro.
Roux está numa dieta de pétalas de rosas vermelhas murchas.
A meteorologia está prevendo tempestades para hoje. Eu quero me recompor e tentar recompor a minha casa, que ficou abandonada nesses dias em que um dentão inflamado dominou o spotlight.

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backtalk

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“What’s that?”Paris Hilton, when asked if she reads blogs.
Backtalk: how much do you want to bet the answer would have been the same she had been asked if she reads books?
* li isso no Sacbee de hoje. hi hi hi ho ho ho!

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The Whole Earth Festival

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Três dias de música, paz e amor. Não estou falando de Woodstock, mas do Whole Earth Festival, que acontece todo ano no campus da UC Davis desde 1969. É um festival hippie, celebrando a diversidade e a vida alternativa. Todo ano eu vou e como as delicias vegetarianas que eles vendem, ouço música ou discursos políticos e ambientais nos diversos palcos instalados pelo campus, olho as barracas de artesanato e o povo colorido. É um dos festivais mais populares e freqüentados da universidade. Detalhes interessantes: toda a eletricidade, até a do palco principal onde as bandas grandes se apresentam, é gerada por energia solar. O festival produz ZERO de lixo, com seu programa eficientíssimo de reciclagem. Há mais ou menos uns dois anos eles instituiram os utensilhos rentáveis. Você paga um dólar extra pelo copo ou prato, que retorna e recebe o dinheiro de volta. A segurança e organização do festival é feita por um grupo de voluntários denominado Karma Patrol. Todos são bem-vindos, hippies, geeks, caretas, etc. Todos se vestem como querem, e dançam como querem pelo gramado do Quad. Toda a comida vendida nas barraquinhas do festival é vegetariana e étnica. No Whole Earth Festival você vai ver de tudo, coisas que normalmente não vê no campus da Universidade da Califórnia em Davis, que é um campus mais sisudo e careta por ser mais voltado às áreas de exatas, médicas e técnicas. A cidade se enche de Kombis psicodélicas e pessoas com roupas e cabelos coloridos.
No meu álbum da Califórnia, eu tenho uns snapshots que fiz do festival do ano 2001.
No site do Festival, uma sequência maravilhosa de fotos dos muitos anos do festival. Eu curti particularmente a dos anos 81 e 82 quando eu era freshman na minha universidade brasileira.
Hoje vou dar um pulinho lá, porque esse festival é imperdível!

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.pt

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Ando apaixonada pelos blogs portugueses. Leio muitos, a maioria de mulheres prendadíssimas e criativas. Fico até achando que toda a criatividade do planeta foi concentrar-se lá na terrinha. Mas pra mim os blogs portugueses não são somente criativos. Eles são inteligentes e divertidos. Quando leio esses blogs um sentimento estranho me invade, como uma nostalgia, uma sensação familiar. Entendo então o que significa sentir saudades de um lugar onde nunca estive.

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the cat in the dish

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thecatinthedish.jpg

» o gato de um dos meus vizinhos dorme dentro da travessa que enfeita um móvel ao lado da janela. pra tomar um solzinho da manhã confortávelmente, vale tudo!

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banguela

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Dormi com minha camisola-camiseta azul com o logo do Super Homem no peito, pra ver se acumulava força e coragem. Não adianta, nas questões dentárias eu não sou nem um pouco como a minha mãe. Sou mesmo uma fracola, uma molóide, uma drama queen. Passei a manhã prostrada em estado catatônico. Não consegui fazer nada além de olhar o relógio, como se estivesse esperando a minha hora no matadouro, na câmara de gás.
Comecei a chorar em casa, com o Uriel ao meu lado tentando me consolar com palavras animadoras. Entrei no consultório do dentista chorando e fui chorando, amparada pelo braço por uma assistente extremamente gentil, sentar-me na cadeira verde clara, onde continuei chorando, chorando, chorando. Tomei duas doses de valium que não adiantaram nada. Meu terror por dentista é muito mais forte que qualquer droga ou química. Chorei, tremi, reclamei que não queria estar ali. Fui instruída a pensar em coisas boas, visualizar um lugar bonito, mas só o que eu via era a janela com persianas de uma sala de cirurgia dentária. O dente foi para lata do lixo e eu vim para casa, banguela, exausta e arrasada.
Esse dente não estava sendo muito bonzinho. O número vinte e oito do lado direito inferior já tinha dado inúmeros problemas e teve o canal tratado duas vezes e foi operado numa outra vez. Um trauma atrás do outro. Parece que o dito cujo tinha muitas raízes e uma delas estava rachada, fazendo com que a infecção recorrente vazasse. Tinha que ser removido, não tinha mais jeito. Pra mim tirar um dente é uma coisa inconcebível. Não sei explicar o que eu sinto, é como se o dente fosse um dedo. Mas tem que se fazer, que se faça. Só não me peçam pra visualizar cenários bucólicos e ficar tranquila pois isso é impossível.
Passei o dia seguinte com nauseas e vomitando, pois o pain killer não me fez bem. O Uriel comprou um estoque de sucos, gelatina, pudins, yorgutes e passei umas vinte e quatro horas na cama, sem tomar banho, sem abrir a cortina, sem pensar em nada. Só dormi e vi trash tevê na companhia do Senhor Misty Gray, que roncou ao meu lado o dia inteiro. Já estou melhor, nem olhei o buraco na boca ainda, vou precisar de mais uns dias. Mas sobrevivi!

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saindo à francesa

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Você de repente reparou que eu não estou mais presente, que saí de fininho e ninguém nem viu, que decidi não participar, que não sou dessa tribo, que prefiro não saber, que eu quero paz e tranqüilidade, que eu fiquei perplexa e não quero mais compactuar, que sumi do mapa, você nunca mais me viu, nem ouviu falar de mim, nem ouviu de mim. É assim mesmo, vai se acostumando, pois eu sempre saio à francesa quando não me sinto mais confortável para ficar.

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o passado não condena