telenavegando

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Tentando achar algo legal pra ver na tevê, vou navegando com o controle remoto. Passo de um canal para o outro desanimada.
Vejo a última meia hora do primeiro Planet of the Apes, de 1968, com o Charlton Heston numa atuação exagerada e bem machona. Eu adoro a cena final, na praia, quando ele descobre que nunca saiu do planeta terra. Zap!
Num outro canal, um documentário sobre Dario Argento, com um monte de italianos falando inglês macarrônico. Zap rápido!
Passo para um filme muito bad ass, chamado Badge of the Assassin, com a Pam Grier fazendo uma mulher de bandido muito má e o James Woods um policial justo e vingador. Zap rápidão!
Outra vez o Butterflies are Free, com a Goldie Hawn tão bobinha e fofinha e o bonitão Edward Albert no papel do rapaz cego. Locação em San Francisco que vale a reprise, mas não hoje. Zap!
Bugsy com Warren Beatty e Annette Bening. Sem saco. Zap!
Um filme indiano de bandidagem muito do bagaceiro, que nem quis saber o título. Zap ultra-rapidíssimo!
A situação fica realmente difícil quando me deparo com um western chamado Cheyenne, com o MC Hammer e um índio anão nos papéis principais! Glup! Estou no fundo do poço! Não dá pra piorar! Zap ultra-super-ligeiro!
Já estou quase apertando o botão vermelho quando vejo o fofíssimo filme francês Amelie começando! U-láá-lá! Trés jolie! Finalmente um filme assistível! Foi até às duas da manhã.
Depois começou Fast Times at Ridgemont High, que não dava pra deixar passar também. Sean Penn totalmente maluco beleza e eu acordada até as quatro da matina. Mas valeu…..!!

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inutilidades

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Eu mudei de posto de gasolina por conveniência. Antes eu usava o Arco e agora uso um Chevron, que fica mais próximo da minha casa. Ontem, abastecendo o meu carro nesse Chevron , reparei que quando você aciona a bomba, a tela onde se escolheu as funções do atm/credit card vira uma televisãozinha e dá pra ficar assistindo notícias pela CNN enquanto se espera o tanque encher…. Pra mim isso não serve pra nada, porque não consigo prestar atenção em duas coisas distintas ao mesmo tempo. E como não tenho uma jamanta, nem uma SUV, abasteco rapidinho e já vou cascando fora. Não dá tempo de me distrair vendo tevê…..

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lucía lucía

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No trailer do filme mexicano Lucía Lucía, uma voz feminina canta uma música linda em português.
“deixa que digam, que pensem , que falem, deixa isso pra lá e vem pra cá o que é que tem, eu não tô fazendo nada, você também, como é bom bater um papo assim gostoso com alguém”
Será que é a Fernanda Abreu?

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Jagger & the supermodel

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Janice Dickson, a primeira supermodel [doo muundooo], conta sua breve relação com Mick Jagger:
JANICE : You shake my nerves and you rattle my brain. I got the lips to drive a man insane. I am a die-hard ROLLING STONES fan.
Interviewer: Tell me about the first time you guys kissed.
JANICE : Oh, it was Greek gods in the skies exploding. There was lightning and thunder. He had a girlfriend back in London, JERRY HALL , a girl that I’d worked with. He said that he wasn’t with Jerry. I took everybody I met at face value. I didn’t necessarily bed them all, but I dated them and I wrote about it.

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comida & emoção

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Eu já vi esse tipo de relação com comida em pessoas, mas nunca tinha visto isso num animal. O meu gato usa a comida como paliativo emocional. A comida é tudo pra ele. Por isso ele está gordo…. Mas ontem depois do estresse de entrar na caixa, balançar no carro, sair da caixa, enfrentar os exames no vet, entrar na caixa de novo, balançar no carro, quando eu abri a caixa em casa pra ele sair, a primeira coisa que ele fez foi correr pra comida e comer, comer, comer, comer como um esganado, pra equilibrar as coisas, se sentir seguro, se acalmar. Eu fiquei olhando aquilo com o queixo caído! Um gato co-dependente da comida!

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misty no vet

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Ontem eu finalmente marquei hora no veterinário, porque já faz um tempão que notamos um carocinho na cara do Senhor Misty, que de minúsculo, quase imperceptível, em alguns meses cresceu e virou um bolotão. Eu fico protelando para colocá-lo na caixinha e estressá-lo, mas não dava mais pra esperar.
Então fomos. Eu falei com o veterinário das vomitações constantes e ele mandou eu diminuir a comida. Esse gato come demais e precisa emagrecer, fazer um pouco mais de exercício e não deve comer grama [e eu achava que era bom]. O vet achou que ele está ótimo, com uma aparência saudável. Só está um pouco pesado – com sete quilos!
Bom, a bolotona era o que eu mais temia: câncer. Vai ter que remover numa cirurgia e lá se vão algumas centenas de dólares. Não dá pra deixar a coisa crescer e se espalhar. O vet deu o orçamento pra fazer tudo, inclusíve a biópsia. Quando o Ursão chegar vamos decidir como vamos fazer, mas não tem escapatória, o Senhor Misty vai ter que entrar na faca….. fiquei morrendo de peninha.

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renting

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As guest houses das casas do Aggie Village são casinhas tri-fofinhas, que pelo jeito são disputadas a tapa pela freguesia! A minha está ocupada indefinidamente pelo meu filho. Mas toda semana eu recebo uma proposta de aluguel, geralmente exposta numa cartinha. A dessa semana foi uma surpresa, pois veio com uma pequena foto do casal , junto com uma descrição de quem eles são e o que fazem. Eu adorei! Apesar de não ter intenção de alugar minha guest house, guardo todas as propostas, porque acho super bacana a maneira como as pessoas manifestam interesse.

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freak out

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Ontem tive um momento de estresse total durante a tarde, com direito a pontadas no estômago, envio de e-mails alucinados, correria pelo campus da UCDavis vestindo chinelo de dedo e camiseta amassada, pânico e delírio!
Felizmente tudo se resolveu rapidamente e eu fechei [com chave de ouro] mais um pequeno cíclo, dentro dos maiores, ainda abertos!
Ufa….

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Insomnia

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Vi na tevê o filme Insomnia original [norueguês/sueco]. A versão americana me cansou e me deu uma agonia. Gostei muito mais de ver o ator sueco Stellan Skarsgård [de Dancer in the Dark e Time Code ] no papel do policial corrupto e insône, do que o celebrado Al Pacino. Os filmes são idênticos – os americanos não mudaram nenhuma linha, exceto o local [Norte da Noruega virou Alaska] e os atores, claro. Achei o filme norueguês muito mais limpo e conciso, sem tanta firula com o personagem do policial. Também gostei do ator que faz o assassino, Bjørn Floberg, pois ele me convenceu muito mais como o escritor obcecado pela menina, do que o careteiro contido Robin Williams.

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o passado não condena