o domingo pede caximbo…

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Final de semana tradicional de descanso e passeio está começando a virar raridade, especialmente entre as pessoas que têm uma semana corrida e usam o sábado e domingo para fazerem coisas na casa – limpeza, jardinagem, lavar roupa, compras de supermercado, cozinhar. Aqui em casa os finais de semana sempre foram ecléticos e variados, às vezes uma pequena viagem, noutras vezes trabalhos domésticos e muitas vezes passando como dias normais, cheio de tarefas comuns. Como eu sigo o Urso pai, que trabalha qualquer dia quando precisa – e sempre precisa, passo muitos finais de semana sem me dar conta que é sábado ou domingo.
Acordo às sete da manhã no sábado, na seqüência do Urso, que acordou às cinco para um teste de campo em Winters. O dia fica interminável quando acordamos muito cedo. Li e-mails e blogs, desci pro quintal e dei uma geral na horta, que tinha um pé de tomate tombado e muito, muito mato. Varri as folhas, cortei as rosas, desenterrei uma espreguiçadeira que estava toda empoeirada num cantinho há anos, presente da minha amiga Eli, e sentei no sol para ler revistas. Conversei ao telefone, tomei banho, peguei minha sacolinha e fui ao Farmers Market comprar alface. Encontrei minha amiga voltando de bike de downtown e passeamos juntas pelo mercado, encontramos pessoas e sentamos numa creperia para tomar um suco. Fofocamos e rimos muito. Cheguei em casa e fui fazer o meu almoço, comi muito, vi dvd, tricotei, comi rolinhos japoneses de arroz doce, falei com os gatos, vi fotos da festinha da Catarina, fiz massa de pizza, conversei no Skype com uma queridona. O dia não acabava mais… Jantamos tarde e fui dormir depois de ver um filme muito fofo na tevê.
Hoje acordei às seis da matina com a bunda de um gato na minha cara. Com esses folgados não adianta empurrar, porque eles não se tocam. Pensei, dá licença, hein, hoje é domingo! Coloquei os zémanés pra fora do quarto e voltei a dormir. No verão dormimos com as janelas abertas e o sol bate na cama bem cedinho. Os gatos adoram. Eu uso uma máscara nos olhos, mas gosto da sensação de receber um banho de sol quando ainda estou dormindo. Não tem teste no campo pro Urso hoje, mas tem um paper que precisa ter lido sem falta. Então teremos outro dia normal aqui em casa. Vou nadar, faço um almocinho, termino de ver os dvds, se rolar converso com algum amigo. E amanhã voltamos à rotina da semana… Tudo sempre igual, mas completamente diferente.

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