cinzas ao vento

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O meu alivio foi saber que ela foi cremada e que não vai ter túmulo com o nome dela, com anjo, cruz, flores secas ou de plástico, marco definitivo de que a morte aconteceu. Que a morte é inevitável todo mundo já sabe, mas não é preciso ficar relembrando toda hora que a pessoa morreu, através de um bloco de concreto feio e claustrofóbico. A lembrança de quem ela foi enquanto viva é que importa. E as cinzas vão com o vento….

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i’m just sitting on the porch wasting time…
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oh, the ragman draws circles
  • Também tenho horror de túmulos e cemitérios. Gostaria muito de ser cremada quando chegar minha hora. E que aconteça o mesmo que se passou com uma amiga, quando foi lançar as cinzas da mãe em uma baía, em Parati. Ela se esqueceu de que estava contra o vento e ficou toda impregnada da mamãe, eh, eh!

  • Oi Fernanda
    Desculpe invadir seu blog desse jeito, vc nao me conhece. Sou brasileira e moro em Minas Gerais e gostaria de algumas informações da UC Davis. se puder me ajudar, por favor, me escreva um email, ou me adicione no msn, natscully@hotmail.com.
    Um abraço
    Natássia

  • Oi, Fer,
    Creio que não existe nada mais limpo, inteligente e objetivo, do que a cremação. Recentemente, por desejo expresso dela, o corpo da minha mãe foi cremado. Cerimônia simples, apenas os filhos, nenhuma comoção desnecessária, a lembrança, essa fica de toda forma, nada melhor.
    Já encomendei a minha! Quando for a hora, of course!
    Beijos
    fernando cals

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o passado não condena