bored to death

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Folheio a revista Interview, que como toda revista é recheada de páginas e mais páginas de propagandas de marcas e estilistas carésimos, dolce & gabbana, yves saint laurent, hugo boss, giogio armani, calvin klein, luis vuitton, donn karan, dior, burberry, versace, kenneth cole, jill sander, roberto cavalli, fendi, diesel, guess, chanel, prada, ralph lauren, eteceterá, eteceterá…
Além de achar um saco ter que passar por esses anúncios até chegar nas páginas com artigos e entrevistas, percebo chocada que em todos eles os modelos – representando, é claro, o povo chic que compra esses produtos – estão todos com caras de saco cheio, de infelizes, de mortos-vivos…. A vida de quem pode pagar milhares de dólares por uma saia ou um sapato deve ser horrível. É essa a mensagem que eu – alegre frequentadora de thrift stores e pontas de estoque – capto desses anúncios pseudo-glamourosos.

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o passado não condena