crack me up!

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Me dá um certo constrangimento quando as pessoas dizem que um texto que eu escrevi é bonito. Eu não tenho, nem nunca tive pretensão alguma de escrever bonito. Meu objetivo é escrever divertido, engraçado, colocar um pouco da minha personalidade nas histórias, o que certamente incluí muitas trapalhadas e tropeçadas. Já escrevi muitas vezes aqui que gostaria de ter talento para ser uma comediante. A Margaret Cho é a minha heroína. Uma mulher engraçada e forte, que não se deixa oprimir por sua condição de minoria étnica e sexual. Na adolescência eu queria ser Jerry Lewis. Hoje eu faço parte do fiel fã clube do Jim Carrey. E simplesmente adoro o Buster Keaton, que é engraçado mesmo calado ou até quando está sério. A graça não é forçada ou produzida, ela é inata, faz parte da pessoa. Quero que a risada seja prioridade na minha escrita. Pra mim não tem dom mais precioso que o de fazer rir. E fazer rir não é fácil. Quando alguém me faz rir alto e gostoso, eu me considero tocada por um talento, pois gente como eu não ri com qualquer cósquinha. E também não se impressiona com textos estéticamente e gramaticalmente perfeitos, pois escrever, quase todo mundo escreve. O que faz um texto se sobressair são os pequenos detalhes de estilo, o que é único e criativo.

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shiuuuuu!
  • Olá Fer, mesmo vindo aqui sempre passei bom tempo sem me pronunciar. Então resolvi falar (ohh). Eu gosto muito do que escreve, do modo como escreve. Gosto de ler suas histórias e tal como você gosto de ler coisas divertidas e você é uma delas. Uma beijoca!

  • Fer você me faz rir muitas vezes ! E olha que euzinha sou daquelas que não ri de qualquer coisa também, mesmo quando se trata de humoristas tarimbados. É claro que as palhaçadas que mais me fazem rir são aquelas dos desastres cotidianos. Beijos

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o passado não condena