matutinas

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Marquei o encontro para nove da manhã. Pedi o mais cedo possível, pois quando tenho reuniões na UC Davis preciso caminhar à pé pelo campus e fazer isso no solão da tarde necessita certa indumentária. Oh, foi uma decisão sábia, que bela manhã, fresquinha, o cheiro do orvalho, o frescor da grama, a brisa soprando entre as folhas das árvores, Caminhei sem estresse, sem suor, sem sofrimento. E pensei, o que seria de mim se eu não tivesse me tornado, assim de repente, uma pessoa matinal? No intenso verão, quem acorda às onze da manhã, já acorda pro calorão. Não tem tempo de se preparar, não consegue aproveitar nada na rua, fazer coisas normais, que gente normal faz em lugares normais. As primeiras horas da manhã nos proporcionam uma sensação de normalidade. Dá até a impressão que não vai esquentar, que não vai chegar aos 105ºF, que a cidade não vai virar um forno, que não vamos ser obrigados a ficar confinados em lugares fechados.
Outro dia eu olhei pro meu quintal e me deu um grande desânimo. Todo o trabalho que o jardineiro levou um mês pra fazer, já está desfeito. Mato cresce pra todo canto. E o jardinheiro está de ‘férias’, fazendo house sitting em Sacramento. Decidi numa atitude corajosa que iria dar um fim na mataiada eu mesma. Mas trabalhar no quintal com esse calor – no way josé. O jeito foi acordar às seis da matina no sábado e capinar até às nove. Funcionou muito bem, não foi um sofrimento atrós.
Essas histórias de acordar cedo são abismantes pra mim, pois eu sempre tive certeza absoluta que iria ser uma pessoa vespertina a vida toda, até ficar uma velhinha, acordando na hora do almoço!

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  • Fernanda,gosto tb de acordar cedo. Absurdamente cedo. As 4 da matina. Demoro um horror pra me arrumar. Começo atender paciente as 6 da matina. E acho bom. O caminho sem engarrafamento, um cheiro gostoso de manhã. E fico sempre com impressão que vivo mais, nas 24 h.
    Beijo,
    Liliane

  • Hoje eu passei a “foice” na minha mataiada e foi um verdadeiro massacre. E olha que eu só tenho três plantinhas no meu minúsculo jardim. Mas que tanto mato era aquele? Ainda mais cheio de lagarta branca e de lesmas. Foice, foice, foice!
    Agora tá là a desgraceira. Ainda tenho que botar o “matagá” dentro de sacos de plástico e levar pra o lugar onde esse tipo de lixo é aceito. Mas estou feliz. Só falta agorar um pouquinho porque aqui faz frio mas é bem seco.
    Quanto a dormir tarde, nêga, nunca fui vespertina e se nao tivesse minhas obrigações, passaria as manhãs dormindo, mesmo sendo pra me arrepender depois, porque a parte do dia que eu prefiro é a parte da manhã.
    Fer, tô viajando dia 12 e só volto no final do mês. Não sei se vou ter acesso ao computador depois até là. Se nao tiver, volto poraqui depois do dia 29/08.
    Beijocas!

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o passado não condena