bandidagem capim gordura

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Quando eu contei pra minha amiga que é moradora de Davis há mais tempo que eu, que tinha rolado um assalto à um banco em downtown na manhã daquele dia, ela ficou de boca aberta. Parece que não acontecia um forrobodó dessa espécia há muitos anos nesta cidade pacata. Um crime, dos bem barra pesada, com bandido de capuz e metralhadora entrando correndo e berrando isto é um assalto, passa a grana, quem se mexer morre!
Deu tudo certo para os meliantes até a hora da fuga. A bandidagem amadora não sabia que tem que mandar tirar o dinheiro das sacolas do banco antes de fugir e botar tudo num saco de plástico. É procedimento de rotina, mas ninguém sabia – nem eu, nem muita gente, muito menos os assaltantes – que os funcionários acionam um dispositivo, que todas as sacolas de dinheiro têm, que solta uma tinta vermelha melequenta, marcando o dinheiro e sujando o bandido. E pra piorar, quando o dispositivo explode, uma fumacê vermelha cega quem estiver próximo.
As testemunhas que viram a cena se disseram perplexos com a visão do carro azul cheio de fumaça vermelha, uma gritaria e quatro meliantes fugindo logo em seguida em trote desembestado à pé pela cidade. O dinheiro foi abandonado no carro. O banco naõ teve prejú.
E os assaltantes? Passaram correndo em frente da minha casa, se embrenhando em seguida pelos matos do Arboretum e do riacho. A polícia até que tentou correr atrás, mas não pegou ninguém. Fizeram aquela cena típica, fecharam as ruas com fita amarela de crime scene, revistaram a vila onde eu moro, um auê total. Eu não vi nem ouvi nada, pois estava distraída me preparando para ir nadar…….

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