the night of the hunter

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Pra quem quiser saber: me acabei de chorar, de encharcar o travesseiro e ficar com dor na cabeça e no maxilar, vendo um filme dirigido pelo Denzel Washington, Antwone Fisher. Não sei por que faço isso comigo, assistindo à esses dramalhões terríveis, nem entendo por que sou tão sensível à qualquer história que tenha criança, velhinho ou, pior, animal sofrendo.
Antes de começar a ver Antwone Fisher eu já tinha chorado e já tinha mudado de canal bruscamente, enquanto enxugava as lágrimas na manga do pijama e murmurava, por que somos tão maus e crueis com os bichos? Juro que só vi uns dez minutos de Two Brothers, de Jean-Jacques Annaud, que conta a história de dois tigres irmãos.
Estava revendo o magnífico A Place in The Sun, parte de uma homenagem do TCM à Shelley Winters, que morreu na semana passada. Ela está odiosa e repugnante, Montgomery Clift está lindo e idiota, e Elizabeth Taylor linda, linda.
Agora revejo outro filme da Winters, onde Robert Mitchum com “love” e “hate” tatuado nos dedos vem se apossar do dinheiro roubado pelo marido morto da caipira Shelley Winters.
Filmes antigos são o máximo. Posso revê-los dez mil vezes que nunca canso. E esse post deveria estar no Cinefilia.

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  • Estava passeando por aqui e estou adorando.. é incrivel como a gente se identifica com tantas coisas, rss
    Bom, quanto ao filme, já assisti, é muito bom, e eu tb alaguei a casa de tanto chorar… e depois, não satisfeita, saí arrastando umas amigas para assistir tb (era a minha vez de ver os outros chorando por causa do filme, hehehe).. aí já viu: sessão Gosto de Sofrer – Parte II O Retorno… rss
    Um abração!

  • Eu também sou uma chorona de primeira, se for filme triste com bicho então nem se fala, é bom ficar longe de mim…
    Falando em filmes antigos, estou no meio de uma maratona de melodramas… All That Heaven Allows, Imitation of Life, The Tarnished Angels, Magnificent Obsession, Written on the Wind… muito technicolor, muito batom fosforescente, muito violino e corais cheios de oooohhh e aaaahs na trilha sonora… eu adoro. 🙂
    Beijão.

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o passado não condena