a fashionable bad day

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Pois então. Cheguei atrasada no trabalho, de tanto que troquei de roupa antes de sair de casa. E mesmo assim não estou contente com o que estou vestindo—na verdade estou descontentíssima. Ainda tenho a chance de tentar consertar o estrago na hora do almoço, mas me sinto realmente uma fútil trocando de roupa no meio do dia, só por que encasquetei. Porque realmente não faz diferença alguma. Se eu estiver vestindo um saco de batata, sapato de sola de pneu de trator e chapéu de palha de dois mirréis, ainda vou ser a mais elegante e moderna da parada, pois a maioria do pessoal que trabalha comigo não compra uma peça de roupa nova desde a década de oitenta. Ou compra na loja de usados, vintage da década de oitenta. Ou simplesmente herdou tudo de um primo/prima que morreu na década de oitenta. Mas eu, perfeccionista e vaidosa, não estou contente com o meu visual de hoje, que pra completar incluí uma cabeleira que resolver armar—eu disse ARMAR, tão ligados? Cabelo armado é razão suficiente para “call in sick” e se esconder, até a kanekalon resolver finalmente baixar.

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  • Hohoho, cabelo armado realmente acaba com o dia de qualquer uma :o) aqui no Brasil a moda é creme com cheiro de chocolate, que promete domar a cabeleira. Funciona mais ou menos – só dá certo no dia que o cabelo quer ficar bom, hohoho. O meu ficou bacana sexta e sábado. Domingo e hoje ele está igual bandido: quando não tá armado, tá preso…

  • Ah! Fer, nem encasqueta com isso não. Puxa vida, esse pessoal que trabalha aí deve ser uns figuras, hein?
    Como amanhã é feriado, ótimo findi prá vocês e uma Páscoa maravilhosa. Tudo de bom. beijos com saudade.

  • Fer,tri legal..São poucas que conseguem se expressar tão verdadeiramente!Aqui em São Paulo começou a chuva, o meu cabelo parece uma homenagem ao samba do “criolo doido” (expressão que veio de uma música,aqui no Brasil).Abraço

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o passado não condena