bichos

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Caminhando pelo Arboretum, vi aquele cavalo no estábulo balançando a cabeça pra lá e pra cá, pra lá e pra cá, num ritmo constante. Até caminhei com o corpo virado pra poder olhar por mais tempo, pois ele não parava—cabeça pra lá e pra cá, como se estivesse dançando, ouvindo música no IPod.
Primavera, lindas flores, vento, mosquitos voando na direção da minha boca, colam no batom, gasp, cusp. E um deles voou pra dentro do meu olho—do olho! Pensem bem nisso.
Tenho pavor de pensar que aranhas viúvas negras estão morando na minha casa. Vi uma aranha na minha horta no ano passado. Ela era preta com um corpo meio avermelhado. Achei que era uma viúva. Pirei! Hoje vejo uma semelhante na minha cozinha, indo pra debaixo de um armário. Pirei em dose dupla, dentro de casa! E os gatos, cadê aqueles vagabas que deveriam estar caçando bichos invasores? Tenho que matá-la, tenho que matá-la antes que ela desapareça! Joguei rapidamente uma folha de papel toalha em cima da aranha e …PLEFT, pisei em cima. Que sensação HORROORRRIIVERRRR! Eu não sirvo pra matar nada—nem aranha, nem barata, nem formiga. Sou uma bocó mesmo.

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a grama é verde–verdíssima

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o passado não condena