Ferrrr, arrê!

*

Pra mim era apenas outro carro vermelhão-cafona na estrada. Mas quando nos aproximamos ouvi o meu excitado marido exclamar—é uma Ferrari, uma Fe-rra-ri!! Sim, e daí? Eu não saco lhufas de nada. Ele me explicou que é um carro caríssimo, muitos milhões de dóla, fila enorme de milionários esperando anos para poder comprá-lo, pois pra ter um Ferrari não precisa só ter dinheiro, mas também ter poder e ser muito bem relacionado. Hm, interessante. Passamos pelo Ferrari e olhamos pra baixo pra ver quem dirigia. Eu com aquela minha face blasé e ele analisando cada micro-milímetro do carro. Dentro, um cara de meia-idade, um pouco acima do peso, fumando um charuto e segurando no volante com uma mão só, aquela pose de quem pode. Também vimos que ele tinha um GPS e outras gadgets no dashboard do carrango. Seria um produtor de Hollywood? Poderoso, cheio da grana e tal, mas peloamordedeus, que cafonão!

  • Share on:
Previous
barf!
Next
believe you can
  • Hummm, bem que eu queria ser cafona e andar de ferrari com uma echarpe branca esvoaçante no pescoço, eu nem me incomodaria de ir à Itália pra fazer o curso oferecido pela fábrica.
    Embora eu prefira a Porsche :o) ou a Jaguar, só por causa do gatinho no capô. (fiquei passada no dia que descobri que a pessoa tem que pagar pelo gatinho, nem todos os jaguares vem com o enfeite – que falta de respeito com o consumidor!) :o)

  • Puxa, outro dia eu ia escrever justo sobre o poder que uma Ferrari exerce sobre a mente dos homens. TODOS, querida, do pequeno ao coroa. E tem que ser vermelha e quanto mais cafona melhor.
    O que será isso?
    Pensei que era coisa de latino…

  • Fer pode ser hoje ou a zilhões de anos atrás. O homem “macho” precisa mostrar o tamanho do seu valor. Falam muito mal dele – “Freud” -, mas minha cara, ele ainda explica muita coisa.

  • Fer pode ser hoje ou a zilhões de anos atrás. O homem “macho” precisa mostrar o tamanho do seu valor. Falam muito mal dele – “Freud” -, mas minha cara, ele ainda explica muita coisa.

deixe um comentário

o passado não condena