o dia seguinte

*

Saí de casa para ir ao supermercado e então pude ver o estrago que a tempestade fez na cidade. Pedaços de árvores amontoados por todo canto. A limpeza já foi feita, imaginei como deveria estar ontem! Nunca vi o supermercado tão cheio. Muita gente comprando pacotões de gelo. No primeiro minuto não saquei—gelo? É que muitas áreas ainda estão sem eletricidade, os moradores no escuro, os sobras do peru estragando na geladeira. Me senti sortuda, pois aqui a eletricidade caiu duas vezes, mas voltou rapidamente. Talvez seja porque estou ao lado do campus da universidade. Ou talvez tenha sido sorte mesmo. Sem eletricidade, com essa chuvarada, esse frio, e esses dias escuros, não é nada divertido. Fui comprar pão e não tinha mais quase nenhum. Acho que pão deve ser comfort food pra muita gente. Fui ao outro supermercado, onde compro outras coisas, e o lugar estava fechado. Nunca vi o Co-op fechado. Deve estar sem eletricidade também. O único efeito que senti foi ter ficado sem conexão de internet. Concluí dessa história toda que estamos completamente despreparados para qualquer situação de emergência.

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  • Fer, aqui ficamos sem energia por 30 horas, duas cercas do quintal caíram. A árvore da nossa vizinha perdeu um pedação. Aqui em Sacramento ainda dá para ver muitas marcas do temporal.

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o passado não condena