uma manteiga derretida

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É constrangedor chorar descontroladamente dentro do cubo, virada para a janela pra ninguém ver, só porque escutei na NPR um depoimento singelo sobre uma mãe ou o do dono do motel que ajudou o pai de família desempregado. Sem mencionar o mar de lágrimas borbulhantes dentro do avião, quando tocamos o chão da Itália. Nem mesmo os baldes e baldes chorados assistindo à filminhos bobos da sessão da tarde ou comerciais de automóvel ou mesmo aquela marejação silenciosa que aflora sem controle enquanto leio as notícias da política, da morte do gato de alguém ou simplesmente quando olho fotos daquela certa família.

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  • Como a Fatima, esse e’ meu primeiro encontro com o Chatterbox
    nao sei aonde voce arruma tanta energia para levar tantas coisas ao mesmo tempo – you are beyond impressive
    so’ queria registrar que sofro do mesmo mal, e pelo jeito somos muitas!

  • ai, fer, as crianças (28, 26 e 24) daqui de casa, qdo. a gente está assistindo algum filme meio tristinho, já começam a me olhar meio de lado, pq. sabem que eu vou chorar!
    mas nem precisa ser filme, não! é qquer coisa mesmo, assim como vc. falou.
    manteiga líquida!!
    ps: distraída que sou, nunca tinha lido o lado direito do chucrute, portanto, não conhecia esse blog. conheci hoje, com sua respoosta a um comentário meu 🙂

  • kc sempre me da o ombro(beijo, abraco, mao, apoio….)..e kids tb. Sou assim, oras. Uma banana:)) (KC ateh aprendeu a falar “banana”, nessas situacoes,hehe – bonitinho – hehehe
    xoxo amiga

  • Tô contigo nessa, Fer. Pago micos homéricos em todas essas situações e também vendo meu sobrinho cantando no teatrinho do jardim de infância.:P

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o passado não condena