and dream your troubles away

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Acordar quando ainda está escuro é um dos grandes inconvenientes da vida proletária.
A secretaria novinha almoçando uma maçā. E eu, em plena meia idade, devorando duas fatias de pizza de aliche/mussarella, salada de abobrinha com alface e queijo, figos frescos e pêssegos grelhados.
Lady Astor––If you were my husband, I’d poison your tea. Churchill––Madam, if you were my wife, I’d drink it!

Vi por acaso duas fotos do meu filho todo garboso com flor na lapela como groomsman no casamento dos amigos no Yosemite. Sou a mãe espiando a vida do filho pelo buraco da fechadura, pela fresta na janela ou por cima do muro.
Vi umas fotos sem saber de onde era, mas tava com cara de Califórnia. E era. Los Angeles. Los Angeles tem uma vibe inesquecível, embora eu não sinta amor nenhum por aquela cidade.
Pode chamar Los Angeles de LA, Sacramento de Sac, mas nunca, nunca, nunca chame San Francisco de Frisco.
Tá explicado porque eu não acompanhei a campanha na eleição presidencial de 2008. Só fui lá e votei no meu candidato. Desta vez estou acompanhando e estou ficando muito estressada!
Jornalista da NPR em Sac que faz entrevistas culturais não sabia quem foi Enrico Caruso. Colega americana de mais de sessenta anos que não sabia quem era Fellini, não conhecia o Gary Cooper, nem a Flannery O’ Connor. Simplesmente imperdoável. Em que planeta vivem essas pessoas?
Meu marido viu o histórico voo do space shuttle Endeavour pela Califórnia no campus da NASA na Bay Area. Eu aqui na roça não vi absolutamente nada.
Quem é Emmy?

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o passado não condena