a morte não é nada

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No dia 22 de outubro este blog fez 14 anos. Neste dia eu não comemorei nada. Neste dia, no momento em que meu pai estava sendo enterrado, nublou. Eu entrei na piscina e nadei, chorei, nadei, chorei, nadei, chorei, nadei e chorei até meu coração parar de doer. Quando eu e meu filho decolamos de Sacramento em direção ao Brasil o céu estava todo vermelho. Meu pai era um leitor entusiasmado deste blog, foi por muitos anos. Ele achava tudo divertido e adorava seguir minha vida por aqui.

No dia 21 de outubro eu acordei chorando e chorei o dia todo. À tarde recebi o telefonema que eu sempre temi receber. A voz do meu irmão me dando a notícia ainda ecoa na minha cabeça:

Fer, o papai morreu, o papai morreu.

Nós conversamos muito sobre ele, revimos centenas de fotos, dezenas de filmes caseiros com festas de família e viagens. No primeiro filme quando ele apareceu sorrindo e acenando, todo mundo chorou. Depois vai ficando mais fácil. Meu pai foi um homem extraordinário que viveu pra família dele e viveu a vida que ele queria viver. Morreu dois dias antes de completar 84 anos e nos pegou de surpresa. Quero deixar registrado aqui essa história, pois pode ser que ele queira ler e vai achar muito bom que deixei isso escrito. Com todo o meu amor, descanse tranquilo pai!

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o passado não condena