table

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real

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É um fato, não tem jeito de modificar isso: eu simplesmente não consigo usar nicknames criativos na internet, me esconder atrás de um profile falso criado para participar de comunidades online, distribuir e-mails ou número de telefone errado para me livrar de chatos, criar personagens, escrever me fazendo passar por alguém. Desde os tempos do pombo-correio, carta-com-sêlo-lambido e da web-manivela que sou Fernanda Guimarães Rosa ou Fer, Fezoca no máximo. Não tem lorota e estamos conversados….

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epa!

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Tal era a falta de vontade de ir nadar que vestiu apressadamente, combinando com a camiseta totalmente amarfanhada, um par de chinelos – um pé de cada cor, um com tira no calcanhar e o outro sem. Só foi perceber o desconjuntamento horas depois, quando já voltava de cabelos molhados e despenteados para casa.

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vestir

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cabeção de vento

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Ninguém faz burrices e cagadas intencionalmente. Eu não sou exceção. Todos os meus erros são basicamente frutos da minha distração e avoamento crônico. Antes eu fazia as minhas tontices de sempre e nem conseguia dormir, de tanta raiva, vergonha e revolta. Como eu conseguia ser tão songa? Hoje já me conformei e não queimo pestanas nem perco o sono por causa das minhas mancadas e falhas. Herrar é umano! Mas que continua me dando uma raiva de mim mesma, isso é fato! Cacilda, por que estou sempre me expondo ao ridículo, mostrando o meu lado anta, deixando as pessoas perceberem que tenho defeitos? Custava checar o botãozinho da câmera antes de começar a tirar fotos? Não custava, mas eu não fiz e por isso todas as fotos que tirei na comemoração do aniversário do meu filho sairam horrivelmente embaçadas. E como não dá pra voltar no tempo e eu não sou o Scorsese pra reencenar a festinha e tirar fotos novas, entrei pelo cano, já era!

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Vinte e três

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Todo ano – leiam ali no link same day in other years – eu escrevo algo sobre esse dia tão importante para mim e toda a minha família. Hoje é aniversário do meu filho! Tão pensando que é fácil ter mãe blogueira? Você tem que aturar coisas como sua mãe berrando “happy birthday!” em público! Mas eu posso não dizer aqui que no dia vinte e sete de abril de mil novecentos e oitenta e dois a minha vida mudou com a chegada de um bebê fofinho e cor-de-rosinha? E que adoro comemorar essa data, porque é um dia bonito? Feliz aniversário pro cara mais lindo e inteligente do muuundooooooooooooo, meu filho Gabriel!

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fotos

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but the world goes ‘round

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Histórias do cotidiano de uma pessoa comum têm que ser repetitivas. Não tem como escapar do ciclo – como as estações, os aniversários, as comemorações oficiais, os xis marcados nos calendários, as festas, as marés ou as fases da lua. Tudo vem e vai, vem e vai, vem e vai. É uma boa explicação e até uma reflexão para entender porque estou sempre escrevendo sobre os mesmos assuntos ou publicanto fotos tão parecidas por aqui.
Todo ano eu faço aniversário e publico aqui os números dramáticos em letras garrafais, depois esfria, as folhas das árvores ficam amarelas, vermelhas, douradas e caem, acendemos a lareira, o gato quase queima os bigodes, assamos um peru que dividimos com a família no dia de agradecer, fazemos compras, ficamos com dor no lombo varrendo folhas, começa a chover, eu me acovardo da piscina, tiro fotos dos enfeites de Natal, publico um cartão e desejo tudo de bom para todos, fico aliviada quando o ano se inicia, como nove sementes de romã, reclamo que não pára de chover, reciclo, recrio, me animo com a chegada da primavera, encho o saco da humanidade com as minhas fotos de flores e, principalmente, rosas. O jasmim abre, capino a horta, planto tomates, as pestes chegam devagarzinho. O Gabe faz anos, faço o meu próprio breakfast no dia das mães, reclamo que esta ficando muito quente, nado diáriamente, não tiro as havaianas legítimas dos pés, arranco mais mato, detono as pestes e colho tomates, o Ursão viaja, viaja, viaja e eu reclamo mais um pouco, as aulas e o ano recomeçam na UC Davis, eu aguardo ansiosamente uma brisa de outono, faço compras, combino uma social com os amigos, asso um bolo, vou dançar o Blues, penso no meu aniversário que já está chegando, jesus como este ano voou!
Por isso, estou parando um pouco de me incomodar com a repetição dos meus assuntos, pois a vida é terrivelmente repetitiva e não é assim que é bom?

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vida com gatos

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Espateação nas portas, miação e barulhada às seis da manhã porque eles precisam comer. Grunidos e miados estridentes durante uma perseguição que vai resultar em chumaços de pêlos voando pela casa toda [que acabei de limpar]. Reclamações auditivas e visuais – tapetinho dobrado dando a dica – porque o banheiro está sujo demais para os padrões sofisticados de um felino. Teimosia irritante, insistindo em dormir em cima do sofá da sala que é único lugar da casa proíbido para os peludos. Roncos escandalosos. Barulhão exagerado de boca devorando a comida – nhacknhack. Vômitadas no meio da sala [sempre quando acabei de limpar]. Insistência em beber água na privada. Ração espalhada pelo chão da cozinha. Atos de aproximação interesseiros, querendo snack ou comida. Arranhadas no tornozelo. Copos com água entornados e quebrados no banheiro. Impossibilidade de arrumar a cama, pois um gatonildo está espalhado folgadamente nela. Pêlos por todos os cantos. Ratinhos de pano debaixo de todos os móveis. Perigo mortal nos tapetes da cozinha, onde eles se espicham enquanto você está afobada tentando fazer o jantar. Flagras em cima da mesa. Caras de sonsos. Caras de bobos. Caras de quem sabe que a casa já está totalmente dominada e você é a única que ainda não percebeu.

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o passado não condena