tá bom, eu admito!

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Não passo nem perto de Martha Stewart nenhuma. Estou mais pra uma Brini Maxwell mal ajambrada e desengonçada. Sou aquela que transforma o feio no horrível, não sem antes ficar um trapo de cansada, suada, descabelada, com dores no corpo e toda cheia de cortes, bolhas e ralados.
Agora estou assim, depois de um dia e meio de um comportamento completamente enlouquecido e descontrolado. Somente porque olhei pra aquela mesinha de cabeceira do quarto de hóspedes e resolvi que iria pintá-la. Foi assim de repente: lixa, lixa, lixa, poeira pra todo lado, me sujei inteirinha, tomei banho, corri na loja, comprei tinta, pincéis, pintei, pintei, pintei, lixei, terminei. Dai tinha o abajour que estava em cima da mesinha e que não combinava com nada. Desencavei do fundo do baú um monte de corte de tecidos, fiz um molde, procurei pela maquininha de cola quente, procura, procura, procura, procura, procura, xinga, xinga, se pergunta se não está ficando louca, finalmente achei a cuja, colei o pano na cúpula do abajour, queimei dois dedos, melequei tudo e depois de mais de uma hora decidindo isso e aquilo, finalmente arrumei o quarto. Quando terminei vi aquela cadeira horrorosa no canto e resolvi pintá-la também. Destarracha o assento, ah, mas são três cadeiras, destarracha os outros assentos, pinta, pinta, pinta, pinta, pinta, pinta…. Estou toda respingada de tinta branca, cheirando a gambá, com dor no lombo, com os dedos queimados, os joelhos ralados, irritada com o resultado da pintaçao e preocupada pensando como vou fazer para que essas cadeiras não fiquem mais feias do que elas originalmente já eram.
Moa e Lau, vocês têm toda a razão: eu não tenho NADA a ver com a Martha Stewart! [podem rir à vontade, tá liberado! haaa haa ha!]

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o passado não condena