vitrola quebrada

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Nublado/Chuvoso/Frio
Heya heya heya heya! Hoje o som na caixola (Fezoca’s Jukebox) toca o pow wow do tape da van psicodélica do Balthazar. Heya heya heya heya!
Dois imbróglios quase resolvidos! Eu sabia que tudo iria se ajeitar. O duro é cair a ficha e você perceber que foi enganada, feita de boba, enrolada, ludibriada, feito uma trouxa! Bloody hell! Mas tudo vale como experiência, como aprendizado.
Hoje é a festa de Natal e confraternização na Aspire. O Kevin me disse que vai haver troca de presentes, mas ninguém sabe pra quem vai dar ou de quem vai receber. Então o procedimento é levar um presente (tem que ser uma coisa unisex!) e deixar lá pra ver no que dá! Eu já embrulhei um cd de música brasileira. Vai ser uma roleta russa! 🙂
Papo com a Eli. Ela também cortou o cabelo (tosou, ela disse). Vejo sinais de fumaça no horizonte – heya, heya, heya, heya : Grande Mulher Guerreira de Pés Pequenos deve cortar sua encabeladura negra no amanhecer da primeira lua do equinócio.
Minha árvore está quase pelada. O Paulo contou que comprou uma árvore de Natal de 2 metros. Eu decidi que não vou fazer a minha. Estamos muito crescidos pra essas coisas! 🙂 Meu problema agora é descolar uma fantasia de Papai Noel… Sexta-feira teremos a festa natalina do pessoal do departamento de engenharia agrícola. O Ursão perguntou se eu queria ir. A festa do ano passado foi meio chata e eu fiquei só comendo, mas eu lembro que tinha um papai noel gigante dando presentes pras crianças e talvez se ele aparecer neste ano, eu possa perguntar quem é o alfaiate responsável pelo traje elegante. Isso mesmo! Boa idéia! 🙂

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muita coisa

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Sol/Frio
Ontem eu estava tão groovie que até esqueci de postar o ‘weather report’ do dia. Choveu muito! E eu quase tirei uma foto da escada da entrada da minha casa, porque estava tudo lindo, coberto de folhas vermelhas e laranjas! Hoje restabeleci contato com a Terra. Prometo que vou cortar o meu cabelo. Isso já está ficando descontrolado. Eu nunca tive uma cabeleira tão longa. A Juliana me inspirou quando me contou que deu uma cortada no cabelão dela. E esse papo da Lia de tingir e tal também está me deixando com cosquinhas… 🙂
Segunda-Feira, 3am, estou voltando pra casa de mala e cuia. Quase nas escadas escuto uma voz gritando ‘hei! You!’. Cruzes, que susto! Me viro e vejo um carro de policia (sempre penso nos CHIPS – Eric Estrada (HAHAHA!)- quando cruzo com os policiais californianos. Principalmente os do campus que no verão circulam de bike e shortzinhos apertados!!). Não vejo os policiais, porque eles têm uma lanternona potente apontando em minha direção. A luz quase me cega. Um deles (eles estão sempre em dupla, como nos filmes!) pergunta ‘did you drop that?’. Eu olho e vejo meu cobertorzinho cor de vinho jogado no chão. Respondo ‘awh, yeah! It’s mine! thanks!’ e vou correndo pegar meu pertence, com cara de surpresa e me sentindo ridícula. Uma coisa boa: os policiais fazem a ronda por toda a madrugada, então estou certa em me sentir tão segura. Só achei horrível a maneira como eles me chamaram [ ‘hei, YOU!’] e a luz na cara… Parecia uma cena do seriado COPS… bom, estou exagerando, né?? 🙂
Ontem estava ainda na cama quando ouvi as batidas na porta. Pensei ‘ah, deixa pra lá, depois eu vou até o posto do correio’. Eu sabia que era a carteira e sabia o que ela estava trazendo, mas a preguiça venceu! Hoje ela bateu de novo. Desta vez eu desci correndo, amarrando o roupão, com cara inchada. Ela disse ‘tem um outro pacote pra você lá no post office.’. Eu respondi ‘já fui buscar, ontem mesmo!’. Era uma toalha de mesa bordada. Presente da minha mami, que outro dia pediu para eu medir a minha mesa em palmos. Um cartão de Natal com um gato vestido de Papai Noel. Eu e o Ursão adoramos! Hoje duas fitas de vídeo editadas pelo meu pai. Ele comprou um programa pra editar vídeos e então colocou música, efeitos, legendas. Ah, meu sobrinho Fausto está uma gracinha!! A Júlia e a Paula dançavam uma música super engraçada que dizia ‘tem que rebolar, tem que rebolar’!!! 🙂 E a Lívia é tão séria e brava… Quero um sorrisinho!

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frozen smile

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Uma música, nem sei de que grupo, ecoa na minha mente: I just want you to see who I am! Hoje eu só quero ter um belo dia de silêncio e descanso!
Você que está do outro lado me lendo agora, faz o favor de me imaginar descabelada e sorrindo, porque é exatamente como eu estou neste instante! 🙂
Como eu falei neste final de semana! Nem eu sabia quantas palavras, descrições, adjetivos, impressões, detalhes minuciosos eu era capaz de pronunciar, com uma voz calma, sem me incomodar com o meu sotaque! Na companhia de um grupo de umas 40 pessoas e me sentindo perfeitamente à vontade.
No sábado eu fiquei extremamente doente. O medão tomou conta do meu corpo. Acordei com dor de estômago. Rolei de dor. Fui deitar, mas me trouxeram de volta pro grupo, me deram remédio, massagem. Depois veio da dor de cabeça agoniante! Almoçamos e chegou a nausea. Eu só olhava pras escadas, em direção ao quarto. Daí tomei dois motrin, quatro comprimidos de ervas, um de ginseng e lá se foi o almoço e tudo mais privada abaixo e eu escada acima, me enfiar na cama. E ganhei outro motrin, mais massagem e um tratamento exótico com radioestática ou whatever that was! Voltei pro grupo e terminei meu dia com um trabalho que foi muito importante e com a sensacão de que meu corpo e minha mente estavam numa briga de foice e machado!
No domingo eu acordei decidida passar um dia sem dor. Também decidi que iria tentar tirar o maior proveito possível de tudo. Eu não iria sair de lá sem ter conseguido alcançar pelo menos um objetivo. E quando chegou a hora de fazer o exercício mais temido, a dor de cabeça se instalou rapidinho no lado esquerdo da minha testa e eu senti uma baita raiva e frustração. Well, hello ME! Que surpresa quando me vi no meio de uma experiência EXTRAORDINÁRIA! Dali pra frente não parei mais de sorrir! A bobalegrice tomou conta!
Quando saímos para fora da casa, depois de três dias enclausurados, puder ver a paisagem linda das montanhas em Truckee. Tinha nevado à tarde e ninguém nem viu! Como nossa van psicodélica (guiada por um dos reis magos – Balthazar) estava com o pneu furado, fiquei um bom tempo caminhando e pisando de leve na neve branquinha (numa noite de lua cheia, tudo fica com uma coloração mística!) e ouvindo o crec-crec do meu tênis no chão gelado. Na nossa troupe, além do guia Balthy (que dirigia pelas montanhas em zig-zag enquanto conversava, me dando sobressaltos a cada minuto), estava o homem das cavernas do Alaska, Andrew – um gigante, de cabelos longos e barba branca, com um jeitão tão adorável que eu tive que dizer ‘I like you a LOT!’; a doce australiana July; o tímido Mike, com os olhos azuis mais gigantes que eu já vi na minha vida; Jim, o cozinheiro-escritor que me encantou com sua retórica e simpatia; e eu, Fezoca, a descabelada sorridente! Muitos e muitos abraços! 🙂

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almost done

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Um lindo dia de sol!
Um sonho psicanalítico. Acho que já estou me preparando. Bom, como sempre, saí atrasada e fui à pé. Era assim: olho no relógio e já são 6:55pm. A consulta é as 7pm. Saio correndo, deixo o carro em algum lugar, que parece Barão Geraldo e vou correndo até a Unicamp! Tudo muito simbólico, né? 🙂 Mas a pessoa era tão carismática (meio mulher/meio homem e depois um homem e uma mulher). Cheguei 30 minutos atrasada, correndo por entre casinhas. Ela/Ele me preparou um jantar africano (cozinha do candomblé, se eu sei lá o que é isso!). Parecia que tinha ovo, queijo e ervas em tudo. Meu inconsciente é um armário muito desorganizado e abarrotado de tranqueiras. Espero que nenhum psi me esconjure por dizer isso! Ainda estou em estado de sonambulismo…. Mas foi um sonho legal, tirando a parte do chuveiro público (a água, a água!) e das crianças mexendo nos meus pertences (isso não é super simbólico??)… 🙂
A Califórnia está POR UM FIO de ter um major black-out. O gasto de energia no estado está atingindo o limite. O apelo é para que todos economizem e ,peloamordedeus, desliguem as lusinhas de Natal das casas. Tem gente que exagera. Parece a casa da Maryloo-who do Grinch! Que coisa! Será o benedito que vai precisar acontecer o black-out pra esse povo se tocar?
E no Sac Bee, foto da Gisele Bundchen de sutiã de pedras preciosas da Victoria Secret, cortando a fita de inauguração da nova loja de New York com uma tesoura gigante. Sorriso gigante também. A Victoria Secret aqui é uma obsessão. Todo mundo quer ter boobs & butts cobertos pelas preciosas cafonalhas Secret. Eu sinceramente não curto. Prefiro a Valisere (do meu tempo, não sei se agora tem outras melhores). Roupa íntima brasileira é muito mais sexy. Mas é só a minha opinião, claro….
Gotta finish up my packing. See ya on Monday!

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inverno

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Névoa e Frio
Minha árvore está totalmente vermelha! Uma verdadeira pintura, cobrindo a extensão do vidro da janela do meu quarto. Ontem os caras do condomínio passaram com aqueles blowers insuportavelmente barulhentos e tiraram todo o tapete de folhas que cobria o chão…. Droga! Eu acho aquilo tão lindo. Pra que limpar? Deixa a natureza fazer sua decoração.
Confirmado: to indo pra Tahoe! Só preciso descolar um sleeping bag. E colocar roupa quentinha na mala. Tá dando um medinho…. Foi em 1981 que eu fiz o Processo Fisher-Hoffman e desde então nunca mais fiz nada do gênero. Quando eu conheci o pessoal da Aspire, logo percebi as similaridades e me entusiasmei com a idéia de fazer uma reciclagem. Vamos ver no que vai dar….. Medinho… medinho…..
Acabei não indo ao cinema ontem. Enrolei para ir no Trader, depois tive que parar na Target pra comprar um relógio porcaria (que o meu pifou) só pra quebrar um galho. Aproveitei e comprei uma calça de pijama, que lá em Tahoe está frio e eu tenho essa mania de dormir de camisetona. E pelo jeito não vou ter muita privacidade, então comprei uma calça de flanela, com desenhinhos de nuvens, luas e estrelas! How cute… O problema eh o elasticão na cintura. Quero ver conseguir dormir com a coisa me apertando…. Ahhhh!
A Fran ligou pra me contar as novidades na escola…. Não que eu estivesse muito interessada, mas ela não larga do meu osso! Bom, melhor assim, né? 🙂

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vida boa

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Névoa/Vento/Friooooo…
Como nós rimos ontem à noite! Das 7:30pm às 10pm, entre goles de chá, mordidas no sanduíche de queijo, lambendo a colher da torta de limão! Como é bom rir até doer a barriga!
Ontem foi o niver da minha mami! Mesmo dia da Grazi! Parabéns sagitariana na Itália! 🙂 Eu liguei pra minha mãe depois do almoço e já eram umas 8h da noite no Brasil. É a melhor hora pra encontrar a minha atarefada mãe em casa! Daí papeamos – eu, mami e papi por umas duas horas! Depois eu agüento as críticas de que sou uma matraca! 🙂
Hoje vou ao cinema. Ainda não decidi qual filme vou ver. Não estou empolgada com nenhum, mas quero fazer minha resenha pro Cine&Tv. Tem o Billy Elliot (que o Ursão expressou o desejo de ver), tem o The Legend of Bagger Vance e tem o besteirol de Little Nicky. Nada que eu realmente queira ver. Em Sacramento tem mais opções de filmes, mas eu quero mesmo ver Finding Forrest, do Gus Van Sant, com o Sean Connery. Vou ter que esperar ate sexta-feira.
Hoje é dia de armar a árvore de Natal, não é?
Jingle bells jingle bells! 🙂

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de volta!

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Névoa densa.
Pronto! Já fui e já voltei! Los Angeles me deixou consciente de que eu moro numa bolha de tranqüilidade – country life. Eu não vi muito da cidade, pois fiquei mesmo dando uma mão para a minha cunhada, que tinha quinhentos mil imbróglios pra resolver, com a Júlia e a Paula querendo ter a rotinazinha delas e o Paulo em New York. Foi legal estar com elas e eu espero ter ajudado (acho que ajudei!). Também estreitei minha relação com a Paula, com quem eu nunca tinha convivido. Minhas sobrinhas são LINDAS! Palos Verdes é uma península e de qualquer ponto vemos o mar (dos quartos da casa, também). Pisei em Redondo Beach, mas todos os dias a neblina cobria a praia, e eu não consegui ver o mar nem os golfinhos. É inverno, mesmo em Los Angeles…. 🙂
Hoje finalmente vou ao médico…. Lá em Rancho Cordova…. Essa é a chatice. Dai o cara me olha e diz ‘you’re doing great!’. Mas ai aproveito e passo no Trader Joe’s em Sac. Eu e a Iri compramos uma mistura pra fazer vinho quente que ficou uma delicia! Tomamos em frente da lareira. Eu não tenho lareira, mas quero imitar! Depois vou tomar chá com a Bia, Teresa e Cristiana. O dia está bom pra um chazinho mesmo: earl grey com um dedinho de leite 2% e uma colherinha de açúcar mascavo. Hum! E uma fatia de torta de pecan.
Também decidi que vou fazer o workshop level 1 na Aspire. A Amy ligou e disse que ainda dá e também já tem carona pra mim, com um pessoal de Davis. Ou vai ou racha! Então sexta-feira vou pra Lake Tahoe e volto no domingo – uma nova Fer! Esta nevando canivetes lá na Sierra.
Bom estar de volta!! 🙂

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goin’ to LA

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Nublado/Névoa/Frio
A paisagem finalmente está com cara de outono. Tantas folhas na escada de entrada da minha casa. Minha árvore está toda vermelhinha, com tons de amarelo, marrom, uma pitada de verde. Outono é a minha estação favorita. Quando as árvores estiverem peladas, os crows vão se instalar. É uma coisa assustadora. Hithcock deve ter passado por Davis no inverno, quando inspirou-se para fazer The Birds. Os corvos voam em bandos, bem baixo, fazem um barulho horripilante e cagam por todo o canto. É totalmente creepy… Nem em Bodega Bay se vê tal fenômeno.
Ontem foi o dia oficial de compras – o inicio do frenesi que só terá um fim quando a última loja fechar suas portas na véspera de Natal. No Canadá tínhamos o Boxing Day. Aqui é o dia após o Thanksgiving. Inicio da estação de compras – essa sentença é totalmente redundante.
Nosso Thanksgiving foi ótimo! Adoramos a Reidun, que nos recebeu com toda hospitalidade e capricho. Comemos muito, conversamos mais ainda, e estreitamos nossa amizade. Eu e o Ursão dormimos no quarto ‘george washington’, todo decorado com quilts e motivos americanos. O Gabe a Mari dormiram em frente da lareira, que foi aproveitada ao máximo, porque estava frio nas montanhas de Novato. A Reidun é extremamente falante e simpática. Bebemos muito vinho, cerveja, eggnog com brandy, cozinhamos uma festa típica, com peru, purê de batatas, milho, vagens, cogumelo, batata-doce, gravy, cranberry sauce… e pumpkin pie, que nem comemos, porque estávamos CHEIOS! Foram dois dias de atividades familiares, nos conhecendo melhor. Chegamos ontem à tarde e amanhã já desço pra Los Angeles, então vou estar de ‘férias’ por uma semana…..
Vou ficar com saudades do meu ursão…… do meu ursinho….. e da Misty Gray….. Inté mais, pessoaR!

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encontros

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Sol… frio… sei lá!
Correndo, correndo, correndo….
Ainda tenho que decidir se vou comprar panetones e/ou chocolate, comprar papel pra embrulhar os presentes, arrumar as malas… Ah!
Estamos indo para Novato à noite. Amanhã estaremos comemorando o nosso primeiro Thanksgiving com a família da Marianne. Sei lá se eles vão em breve fazer parte da nossa família. Acho que de uma certa maneira já fazem, porque nossos filhos moram juntos. Foi uma surpresa boa conhecer a Reidun no verão, quando a Marianne mudou-se para o apartamento da Syncamore. Fiquei surpresa quando ela apertou minha mão com firmeza e me olhou diretão nos olhos. Foi o nosso primeiro contato – um de primeiro grau (whatever that is!) – e eu me senti à vontade. Ela é 20 anos mais velha do que eu. Não sei se estou sendo preconceituosa, mas muitas vezes eu pensei ‘o que vou conversar com essa mulher, meudeusdocéu?’. Mas acredito que não vamos ter problemas de comunicação. E o sotaque de norueguesa dela faz coro com o meu, de brasileira. Então está tudo bem! Vamos ver como vai ser esta primeira experiência de nos visitarmos. Será que em janeiro eu vou ligar pra Novato e dizer ‘hei Reidun, what about you and I hit the casinos and have some fun?’. 😉
See ya all son!

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estrangeiro

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Voltei!
Fui passear pela vizinhança e fiquei puta da vida também com o que aconteceu com a Lia. Que sacanagem clonar um cartão de crédito! Eu sabia que isso poderia acontecer, mas nunca vi acontecendo realmente com ninguém. Boa sorte, Lia. Espero que tudo se resolva pra você da melhor forma possível.
E viajei nas histórias da Graziela , porque já passei por coisas parecidíssimas. Se bem que aqui nos EUA parece ser mais fácil encontrar brasileiros, porque eles estão por todo canto! Aqui na Califórnia as áreas preferidas dos brazucas são as cidades grandes, como San Francisco, San Diego e Los Angeles. Onde eu moro (Davis) a maioria dos brasileiros são estudantes na UCDavis. Mas eu sei muito bem o que é ficar sem falar português e como a gente adquire (mesmo não querendo) um jeito estranho de falar. Quando eu morei no Canadá (no meio da planície gelada de Saskatchewan) senti uma falta danada de conversar na minha língua! Depois de 4 anos isolada lá na geleira, fui ao Brasil e me senti dentro de um filme dublado. 🙂 E eu tive uma experiência no INS (Immigration and Naturalization Service) com as fichinhas e tal…. Acho que esses serviços de imigração são iguais no mundo todo. Eles dão o pior tratamento pra desencorajar todo mundo. Eu fui aplicar pro meu work permit e fiquei 6 horas esperando, com a fichinha na mão. Quando chegou a minha vez o atendente olhou meu visto e disse ‘o seu caso não é aqui. você tem que mandar seus papéis pelo correio para Laguna Niguel..’. Eu tentei argumentar [‘estou esperando faz 6horas e blablabla’] mas o cara fechou a portinha na minha fuça e ainda disse ‘take it as a lesson..’, como se eu estivesse tentando driblar a burocracia. Levei uma meia hora pra me recompor, parar de chorar e me localizar no tempo e espaço. Ahhh… Que horror!! Acho que não tem serviço público pior que o americano… Nessa eu aposto e ganho!! 🙂

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o passado não condena