goin’ to LA

*

Nublado/Névoa/Frio
A paisagem finalmente está com cara de outono. Tantas folhas na escada de entrada da minha casa. Minha árvore está toda vermelhinha, com tons de amarelo, marrom, uma pitada de verde. Outono é a minha estação favorita. Quando as árvores estiverem peladas, os crows vão se instalar. É uma coisa assustadora. Hithcock deve ter passado por Davis no inverno, quando inspirou-se para fazer The Birds. Os corvos voam em bandos, bem baixo, fazem um barulho horripilante e cagam por todo o canto. É totalmente creepy… Nem em Bodega Bay se vê tal fenômeno.
Ontem foi o dia oficial de compras – o inicio do frenesi que só terá um fim quando a última loja fechar suas portas na véspera de Natal. No Canadá tínhamos o Boxing Day. Aqui é o dia após o Thanksgiving. Inicio da estação de compras – essa sentença é totalmente redundante.
Nosso Thanksgiving foi ótimo! Adoramos a Reidun, que nos recebeu com toda hospitalidade e capricho. Comemos muito, conversamos mais ainda, e estreitamos nossa amizade. Eu e o Ursão dormimos no quarto ‘george washington’, todo decorado com quilts e motivos americanos. O Gabe a Mari dormiram em frente da lareira, que foi aproveitada ao máximo, porque estava frio nas montanhas de Novato. A Reidun é extremamente falante e simpática. Bebemos muito vinho, cerveja, eggnog com brandy, cozinhamos uma festa típica, com peru, purê de batatas, milho, vagens, cogumelo, batata-doce, gravy, cranberry sauce… e pumpkin pie, que nem comemos, porque estávamos CHEIOS! Foram dois dias de atividades familiares, nos conhecendo melhor. Chegamos ontem à tarde e amanhã já desço pra Los Angeles, então vou estar de ‘férias’ por uma semana…..
Vou ficar com saudades do meu ursão…… do meu ursinho….. e da Misty Gray….. Inté mais, pessoaR!

  • Share on:

encontros

*

Sol… frio… sei lá!
Correndo, correndo, correndo….
Ainda tenho que decidir se vou comprar panetones e/ou chocolate, comprar papel pra embrulhar os presentes, arrumar as malas… Ah!
Estamos indo para Novato à noite. Amanhã estaremos comemorando o nosso primeiro Thanksgiving com a família da Marianne. Sei lá se eles vão em breve fazer parte da nossa família. Acho que de uma certa maneira já fazem, porque nossos filhos moram juntos. Foi uma surpresa boa conhecer a Reidun no verão, quando a Marianne mudou-se para o apartamento da Syncamore. Fiquei surpresa quando ela apertou minha mão com firmeza e me olhou diretão nos olhos. Foi o nosso primeiro contato – um de primeiro grau (whatever that is!) – e eu me senti à vontade. Ela é 20 anos mais velha do que eu. Não sei se estou sendo preconceituosa, mas muitas vezes eu pensei ‘o que vou conversar com essa mulher, meudeusdocéu?’. Mas acredito que não vamos ter problemas de comunicação. E o sotaque de norueguesa dela faz coro com o meu, de brasileira. Então está tudo bem! Vamos ver como vai ser esta primeira experiência de nos visitarmos. Será que em janeiro eu vou ligar pra Novato e dizer ‘hei Reidun, what about you and I hit the casinos and have some fun?’. 😉
See ya all son!

  • Share on:

estrangeiro

*

Voltei!
Fui passear pela vizinhança e fiquei puta da vida também com o que aconteceu com a Lia. Que sacanagem clonar um cartão de crédito! Eu sabia que isso poderia acontecer, mas nunca vi acontecendo realmente com ninguém. Boa sorte, Lia. Espero que tudo se resolva pra você da melhor forma possível.
E viajei nas histórias da Graziela , porque já passei por coisas parecidíssimas. Se bem que aqui nos EUA parece ser mais fácil encontrar brasileiros, porque eles estão por todo canto! Aqui na Califórnia as áreas preferidas dos brazucas são as cidades grandes, como San Francisco, San Diego e Los Angeles. Onde eu moro (Davis) a maioria dos brasileiros são estudantes na UCDavis. Mas eu sei muito bem o que é ficar sem falar português e como a gente adquire (mesmo não querendo) um jeito estranho de falar. Quando eu morei no Canadá (no meio da planície gelada de Saskatchewan) senti uma falta danada de conversar na minha língua! Depois de 4 anos isolada lá na geleira, fui ao Brasil e me senti dentro de um filme dublado. 🙂 E eu tive uma experiência no INS (Immigration and Naturalization Service) com as fichinhas e tal…. Acho que esses serviços de imigração são iguais no mundo todo. Eles dão o pior tratamento pra desencorajar todo mundo. Eu fui aplicar pro meu work permit e fiquei 6 horas esperando, com a fichinha na mão. Quando chegou a minha vez o atendente olhou meu visto e disse ‘o seu caso não é aqui. você tem que mandar seus papéis pelo correio para Laguna Niguel..’. Eu tentei argumentar [‘estou esperando faz 6horas e blablabla’] mas o cara fechou a portinha na minha fuça e ainda disse ‘take it as a lesson..’, como se eu estivesse tentando driblar a burocracia. Levei uma meia hora pra me recompor, parar de chorar e me localizar no tempo e espaço. Ahhh… Que horror!! Acho que não tem serviço público pior que o americano… Nessa eu aposto e ganho!! 🙂

  • Share on:

chove, chuva

*

Chuvarada!
Fui dormir tarde ontem e hoje acordei com o barulhinho dos pingos de chuva no telhado. Dona Misty Gray esta completamente desmaiada. Hoje não é um bom dia para atividades físicas. Melhor dormir profundamente, como essa sábia gata!
Hoje eu tenho que fazer um monte de coisas.. Amanhã à tarde vamos para Novato. Quero comprar flores, embrulhar uns presentes. Tem a laundry acumulada. Graçasadeus que cancelei minha viagem pra LA, porque os aeroportos já estão naquele caos… Li no Sac Bee hoje de manhã… Eu sabia!!
Lendo a Pulse! Dei de cara com uma reportagem sobre uma banda americana chamada Jets to Brazil. Não tem nenhuma explicação do por que deste nome.
Ontem ganhei dois tickets pro Tower Theater num contest por e-mail. Respondi certo o nome do ator francês cujo filho esta no filme Pola X. Eu não tenho sorte pra ganhar coisas … Mas desta vez aconteceu! Não é grande coisa, mas já dá pra pegar um filme e gastar o dinheiro dos tickets com pipoca, coca-cola e candies! Ôba!!
Parece incrível, mas the chatterbox está sem assunto hoje… Não estou me reconhecendo… Cadê os longos parágrafos, minha filha??
Sei lá, mil coisas, não tô legal… 🙂

  • Share on:

Oh, the Places You’ll Go

*

(* outra pequena mensagem vinda do subconsciente…)
You have brains in your head.
You have feet in your shoes.
You can steer yourself
any direction you choose.
You’re on your own.
And you know what you know.
And YOU are the guy
who’ll decide where to go.
Oh, the Places You’ll Go! [Dr. Seuss]
(* got it??)
Solzinho/Friozinho
Segunda-feira é sempre dia de sentir preguiça, não importando se você tem um emprego escravizante full-time, se é um freelancer part-time ou se é um vagal em período de transição como eu.
Os meus sonhos insistentes e abundantes estão finalmente começando a me dar dicas e mensagens práticas para a vida. O de hoje ( que realmente não lembro os micro-detalhes) deixou a seguinte nota: SIMPLIFICAR! Estou tentando, estou tentando!
Por mais de dois anos eu tive a companhia de muitas pessoas diferentes, que adentravam o meu mailbox através algumas listas de discussão que eu assinava. De 92 até 99 eu participei da lista Bras-Net, que era o ponto de encontro ( na fase pré-popularização da Internet no Brasil, quando a gente não tinha como acessar os jornais online [porque eles não existiam!] e tínhamos que ter uma maneira de nos manter atualizados) dos brasileiros no exterior – os estudantes de PhD, mais precisamente. Depois que a Internet virou carne-de-vaca, a lista perdeu o seu propósito e um dia eu me enchi dos papos furados e saí. Entrei em outras listas, sem definição de escopo, onde se conversava de tudo. Estreitei laços de amizades, me apaixonei por umas pessoas, me decepcionei com outras, coisas da vida. Mas depois desses anos, cheguei a um ponto de exaustão. Não estava mais conseguindo tolerar certas coisas que estavam acontecendo – as brigas, as rixas, as ironias, as disputas de egos inflados, a hipocrisia, os teatros. Acho que explorei ao máximo as possibilidades de me expressar e me relacionar com outros brasileiros nesses espaços. Tive um ataque de saturação e casquei fora. É interessante como a Internet abriu tantas possibilidades de comunicação entre as pessoas. Primeiro experimentei o e-mail, depois vieram as listas de discussão, os newsgroups, os chats, as homepages, as weblogs! Acho que eu nem tenho idéia de quantas outras maneiras de comunicação a Internet possibilita. Vou testando as novidades que me aparecem pela frente. Isso faz com que o meu estado de ‘exílio’ não seja aquela coisa solitária…. Mas meus sonhos me dizem: SIMPLIFICAR! SIMPLIFICAR! To tentando!!

  • Share on:

The Grinch

*

As sessões estavam todas sold out. Chegamos cedo em downtown para comprar nossos ingressos e ver The Grinch. Ainda bem que fomos prevenidos. Chegamos às 3pm e compramos para as 4:40pm. Fomos dar uma volta, tomar um café com cookies. Voltamos às 4pm e já estava a maior fila. Quando entramos no cinema que caiu a minha ficha, já que o Dr. Seuss era um autor infantil, seus livros são super populares entre as crianças e o Grinch é uma figura tradicional natalina: o cinema iria estar cheio de pentelhinhos!! Oh, vida, oh dor, oh azar! Não que eu não goste das criancinhas…. mas no cinema??? Comendo pipoca???? Chupando canudinho de coca-cola??? Chutando as costas das nossas poltronas??? Nos aboletamos correndo na segunda fileira de cima, no meio, já com uma família com um menino e uma menina (não sei qual dos dois, chutando a minha cadeira!) atrás, e uma turminha do lado, outra família de 5 na frente, e outra ali, outra lá… CRIANÇAS pra todo quanto é lado! A faixa etária variando entre 5 e 12 anos. O croc croc de pipoca? Nem sabia quem estava fazendo tanto barulho, já que TODO mundo tinha um sacão de pipoca (e um big slurp azul ou rosa) nas mãos. O jeito foi relaxar e aproveitar o filme.
Morremos de rir nos trailers, porque saiu do nosso normal de sessão de cinema de adulto. Teve um do filme da guerra entre cachorros e gatos (os gatos fazendo os malvados, não gostei) e do do 102 Dalmatians, com a Glenn Close de Maléfica. Os cachorrinhos são umas tetéias, mas o filme… ah!!! 🙂
Dr. Seuss’ How the Grinch Stole Christmas me fez gargalhar e chorar (eu e a menina de uns 8 anos ao meu lado, limpamos as lágrimas disfarçadamente juntas!!). É uma história para crianças, tentando passar aquela mensagem insistentemente ideológica de que Natal não é só presentes e compra-compra. Jim Carrey está delicioso (como sempre, mesmo sem mostrar a cara fora da fantasia do Grinch por um segundo) e vendo os resultados da sua interpretação na tela, podemos imaginar o suplicio que foi estar dentro daquela fantasia monstruosa! E a cenografia está uma graça, a maquiagem está perfeita, tudo parece saído de um livro ou de um sonho. O diretor tem as mãos leves e não deixou o filme pesado, com super-efeitos especiais ou tramas rocambolescas. É tudo natural, simples, divertido e rimado, como os livros do nosso querido Dr. Seuss. Gostei muito! Mesmo me sentindo uma Grinch no principio – reclamando do barulho da pipoca e das chutadas na cadeira – mas quem não tem o seu ladinho de chato rabugento? 🙂

  • Share on:

grrr

*

Frio/Sol
Hoje não tenho nada pra dizer. O Ursão acorda as 8:30am e fica fazendo mil barulhinhos lá embaixo e me acorda. Eu durmo num loft e ouço tudo o que se passa pela casa, acho que a altura amplifica o som. Eu escuto até ele mastigar o cereal crocante que ele come todo santo dia…. Isso me deixa num mau-humor do cão… Grrrr….
Ontem papinho com Paulo. Não é um sonho poder conversar com o meu irmão todo dia, toda hora, quando eu quiser? 🙂 Eles alugaram a casa em Palos Verdes. Quatro quartos. Agora vamos brincar de mobiliar! Como é bom não ter encucação com $$$…. Money makes the world go around, the world go around… money, money, money!!
Hoje vou ao cinema. Talvez o Grinch, senão qualquer coisa…

  • Share on:

comprinhas

*

Que Gelooo….
Fezoca, a atleta, caminhou até downtown. Vinte minutos indo, outros vinte voltando. No meio do caminho um jogo dos Aggies. Futebol americano, como baseball e golfe, é o cúmulo da chatice. Não tenho paciência pra ver nenhum esporte, quanto muito ficar três, quatro horas sentado na arquibancada fria de alumínio, vendo um interminável confronto de homens ombrudos….
Será que existe um passatempo ou diversão que você possa fazer sem gastar $$$??? Não consigo fazer nada se não tiver que abrir a carteira e soltar as verdinhas. Sou uma consumista, sem remédio? Minha intenção hoje era fuçar a Boogey’s Books – único muquifo de livros usados da cidade. No meio do caminho já parei numa newsstand, daquelas imensas, com revistas de todo canto do planeta e de todo tema. Me segurei pra não comprar a MOJO inglesa, com o Dylan na capa e uma reportagem enorme na revista. Era $8. Mas o que há com esses ingleses, que agora resolveram lamber o Dylan?? Depois de comprar um livro do Saramago (minha mãe adora esse cara, mas eu nunca consegui ler nada dele) na Boogey’s, fui pra Tower e vi uma edição especial da Q inglesa – Só sobre o Dylan!! Cento e cinqüenta páginas de fotos, reportagens, analises, detalhes micros… Ahhhhhh!! O precinho: $10 + tax. Estava quase colocando a revista de volta na prateleira quando vi ‘A’ foto: Dylan de calça de couro preta, carregando uns dois rolos de quarters no bolso!! Igual o Gore na capa da Rolling Stone, só que sem retoque!!! COMPREI! 🙂 Sou muito fanzoca pra deixar passar essa, mesmo engolindo a indignação por ter que pagar $11 por uma revista. Oras, bolas…. Cacilda!
Depois dessa me pirulitei correndo da Tower. Não quis nem olhar os cds. “Look Out Kid, You’re Gonna Get Hit….”

  • Share on:

sonho

*

Um dia ensolarado…
Que sonho doidjo! Eu deveria investir numa carreira de roteirista de cinema (ou tv). Ou pelo menos tentar desenvolver um negócio com ‘fabricação de idéias e cenas’! Iria dar uma utilidade pra minha riqueza subconsciente!
Picture: Dois meninos, um sem camisa, só de shorts, outro fumando, os dois de chinelinho, voando em cima de um avião. Um avião indo pra outro país, decolando. Os meninos lá no corpão do bicho. A galera nas ruas, de binóculos e câmeras com lentes telescópicas. Todos esperando a hora dos meninos caírem. Eles estão conversando, apreciando a paisagem. Quando o avião empinas, eles caem, cada um segurando uma ‘bandeira do Brasil’(ai jesuis, donde eu tirei essa imagem tão significativa?) como se fosse um pára-quedas. Eles riem!
Meaning: Eu cheguei perto dos meninos, de todos os ângulos, da rua e do céu. Conclui que o propósito ali era o seguinte: ter uma experiência inédita e soberba! Não importando se para isso fosse preciso sacrificar a própria vida. Peguei pesado, hein? Eu não saco bolhufas de psicanálise, já vou avisando. Todos esses ‘insights’ apareceram dentro do sonho. Depois sonhei outras coisas, não menos significativas e multicoloridas, mas não vou descrever mais nem um pio aqui!
Minha viagem pra LA foi adiada pro dia 26. Melhor, porque eu não estava muito alegre de viajar na véspera do Thanksgiving, quando o país inteiro resolve se movimentar pra cá e pra lá. É a pior época pra sair de casa, neste país. Bom, por causa disso vou ter que remarcar meu médico de novo! A secretária vai me dar uma carcada!! A Júlia berrava enquanto o pai falava comigo ‘diz pra tia Fer me mandar mais adesivos!’. Ela ainda não caiu na real que agora somos vizinhas – moramos no mesmo estado, no mesmo país. Silly Ms. Julia!!! 🙂
Sábado é dia de Farmers Market. Dia de comprar bagels!!! 🙂

  • Share on:

medos

*

Frio e Sol
Será que hoje o Blogger me deixa Bloggar?
A Pacific Bell retornou à ativa. Nenhuma palavra apologética para os usuários/otários da região de Sacramento, que ficaram parados por horas e horas. Que horror!
Antes de ontem, Cabaret. Ontem, Big Daddy. Televisão às vezes me aborrece e me enche de tédio. Eu gosto mesmo é de ir ao cinema, mesmo quando estamos nessas semanas ‘vazias’, sem nenhum filme bom pra ver. Neste findi abre o The Grinch. Eu adoro o Dr. Seuss e o Jim Carrey, mas eu estou com um sentimento estranho que me diz que eu vou detestar esse filme….
Ontem eu finalmente fui ao Co-op e comprei o floral para o trauma da Misty Gray. Resolvi comprar o Mimulus. O chato é que só dá pra comprar o vidrinho com a essência pura (não temos as tais farmácias de manipulação, tão úteis e práticas!) e então eu tenho que fazer a mistura. Ontem resolvi o seguinte: vou pingar duas gotas do floral no potinho de água da bichinha. Ela até que bebe bastante (menos do que ela come, a esfomeada!!). No fim até pensei em usar esse Mimulus pra mim também. É bom pros medos conhecidos. Eu tenho medo de altura.
E medo de mudar de cidade, de falar em público, de ficar sem internet… 🙂

  • Share on:

o passado não condena