I could have been a contender!

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Acho que foi a primeira vez na minha vida que mergulhei numa piscina olimpica, dessas onde os atletas treinam e competem. Me deu uma sensação muito estranha, de ser pequena, ou então, do mundo ser muito grande. Pensei no potencial das pessoas, que pode ser estimulado e desenvolvido, ou não. Será que eu poderia ter sido uma atleta, nadando pra valer numa dessas piscinas super fodonas? Não sei, nunca vou saber.
O propósito de estarmos ali é para treinarmos o percurso longo. A piscina olimpica da UC Davis tem o dobro do comprimento da nossa piscinazinha dos Aquatic Masters. E é muito mais funda, e muito mais larga. Cinco nadadores, que na nossa piscina iriam ficar apertados, nem conseguiam ficar muito perto. Não tem apoio, nenhum nadador profissional fica se apoiando na beiradinha. Me senti “overwhelmed” pela quantidade de água, pela distância, pela magnitude do esporte levado à sério e às últimas consequências.
Nadei por trinta minutos, olhando para frente e para os lados, observando cada detalhe diferente: o painel de faixas de metal pintadas de branco com uma cruz preta – a target da virada, a distância das bandeirinhas de finalização, as marcas no fundo da piscina, até o gosto da água, que era estranhamente salgada.
Tenho até o final de agosto para aproveitar essa oportunidade de nadar olimpicamente e me sentir grande outra vez, ou de fazer o mundo voltar ao seu tamanho normal. Nadar no mesmo ambiente dos atletas, com minhas pequenas e humildes aspirações de comum mortal.

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o passado não condena