A base de tudo

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Passei alguns meses do ano passado numa obsessão por sapatos, comprando ávidamente na Zappos. Já não estou mais tão dominada por essa idéia fixa, mas peguei a mania de olhar os sapatos das outras pessoas quando ando pelas ruas ou pelo campus. Dessas minhas observações ao acaso, constatei que a maioria das pessoas não está nem aí pro tipo de sapato que vai vestir. Se arrumam naquele visual bacana com acessórios e tal, e completam tudo com um chinelão. Aliás, o chinelo é praticamente o sapato oficial dos alunos da Universidade da Califórnia. Mesmo no inverno, lá estão os borrachões, encardidos e deformados. Vejo cada um que penso, peloamordedeus isso deve dar um chulé…
Gosto muito de ver a harmonia de um visual bem colocado, onde está tudo bem proporcionado—uma roupa legal, um acessório bacana e o sapato, sandália, bota, chinelo, tamanco de acordo. E pode muito bem ser um chinelo, por que não? Mas tem que estar harmonioso. É duro ver a bacanezidade de um visual se desagregar completamente assim que descemos nosssos olhares para a altura das canelas. Hoje vi uma menina que se sobressaiu, um estouro de chiqueteza e estilo, com um vestidinho de alça cor-de-terra, uma echarpe beige bem longa de pano no pescoço e um chinelinho preto de dedo. Nem precisa gastar os tubos, mas precisa saber o que comprar e como usar, pois sapato é realmente a base de tudo!

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o passado não condena