pre-thanks-giving

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Eu adoro o Thanksgiving, mesmo não tendo toda a família aqui, sendo só meu marido e meu filho, que sempre escapa e não passa o feriado com a gente. Mas Thanksgiving pra mim é a melhor celebração, porque só envolve ser grato pelo que temos, cozinhar, receber amigos e família e comer. Este ano passaremos com amigos. As pessoas se juntam, mesmo as que não estão próximas dos parentes como nós. Não precisa comprar presente, essa é a melhor parte.

Fomos olhar um aquecedor elétrico pra comprar no sábado. Paramos no Orchard e depois fomos ao Home Depot. O Orch é uma loja que eu até gosto, porque tem muitas utilidades pra mim, além de plantas, coisas de cozinha. Mas com a aproximação do Natal aquilo fica infestado de enfeites, dos razoavelmente bonitos até os ultra cafonas. Já o Home Depot me oprime. Não tem nada que me interesse lá, mas fiquei esperando o Uriel falar com o atendente e comecei a olhar em volta. Pro meu horror, vi coisas pavorosas, como enfeites de Natal gigantes que o pessoal aqui pendura em árvores, feitos de plástico, decorados com purpurinas douradas e prateadas. Me deu um mal estar pensando NÃO PRECISAMOS de nada disso! Badulaques feitos na China ou qualquer país pobre, cheio de materiais tóxicos [se não for eu sempre acho que é], usando mão de obra semi-escrava. E PRA QUÊ? Pra você ter um badulaque a mais enfeitando a casa, que depois vão acumular poeira na garagem ou terminar sendo doados pruma loja de segunda mão. Toda a parafernália do Natal me oprime, me deixa questionando como chegamos nesse nível de consumismo, de superficialismo, gastando com coisas que não precisamos, está tudo errado. Comprei enfeites novos pra minha árvore de Natal em 2011 porque os meus estavam velhos e horríveis e meus sobrinhos estavam vindo me visitar. Todo ano reuso os mesmos enfeites, não vejo absolutamente nada de errado com isso, vou continuar reusando, serão vintage em 30 anos, nunca serei aquela pessoa comprando uma porcaria feita de plástico no Home Depot.

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the way to the top

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coldcannyon

coldcannyon

Quando chegamos no topo ele me deu um beijo. Parabéns, você conseguiu, estou orgulhoso de você!

Porque ele queria parar, achando que era muito pra mim. E era mesmo. Fiquei cansada, descabelada, de cara vermelha, caí de joelhos duas vezes escalando as pedras ao lado do precipício, mas eu queria muito ver o lago Berryessa lá de cima.

Andamos 12 quilômetros na trilha, subimos e descemos de uma montanha. Não foi fácil, mas a vista lá de cima… OMG!

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leaves

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raindrops keep fallin’ on my head

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Choveu na roça!

Como alcançar popularidade sendo ridícula:

—o que você vai ser no halloween Emily?
—princesa guerreira.
—e você Maria?
—wonder woman.
—e você, Fernanda?
—um inseto.

Não ganhei o prêmio de melhor fantasia na festa de halloween da firma, mas me diverti à beça! E todo mundo riu muito.

Ganhei do meu amigo um pacotinho com folhas frescas de kaffir lime. Ele plantou no quintal e vingou. Continuem plantando coisas diferentes, amigos!

Fui tomar café da manhã com meu filho pra me despedir dele, que só vou vê-lo no Natal, e conversamos por mais de duas horas. melhor coisa que isso não há!

Quero um iwatch pra poder nadar ouvindo música.

Americanices––fui ao Costco pra comprar apenas um queijo brie, acabei pegando mais duas coisinhas, quando fui pagar minha membership precisava renovar, total da conta $110.

Ogra is no more. E eu tirei o nome dela dos diretórios do nosso website. Foi super uber sweet! Agora só falta o imbecil número dois ser defenestrado ou se auto-defenestrar. Outro dia foi absolutamente ridículo que no meio da reunião, com meu chefe falando, eu tive que reclamar da barulheira que esse Troglô estava fazendo. Como se faz na pré-escola, com criancinhas fazendo barulho enquanto o coleguinha ou a professora estão falando.

Faz um ano que somos uma nação deprimida e estressada.

hey sorry i’m late i didn’t wanna come

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✴︎ plinklinplink ✴︎

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Hoje é dia de comemorar 17 anos deste blog. Nunca imaginei ter tanto assunto, pra tantos anos de histórias, tanta coisa pra escrever e descrever. Bem que já dava um livro, mas isso é mesmo só um registro dos dias, das coisas que acontecem, um legado pra sabe-se lá qual propósito. É legal escrever aqui, não tenho muitas ambições nem expectativas, não espero aplausos, nem reações, só quero de vez em quando deixar umas frases, umas imagens e colorir o que poderia permanecer vazio com coisas que um dia vou reler e relembrar.

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dezessete

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Estreei minha idade nova em Napa, num dia agradável com minha família, incluindo cachorra. Na semana seguinte os incêndios. É tanta tragédia acontecendo, fora a desgraça de ter um monstro na presidência do país, que estou precisando controlar minha dose diária de ler notícias. Está um pouco demais. Os incêndios me baquearam de um jeito horrível, porque foi muito perto. Poderia ser a gente, a nossa casa, os nossos animais.

Estou escrevendo num bloquinho, com caneta. Não sei exatamente pra que, mas estou tentando registrar meus pensamentos, que são muitos, o tempo todo, como se eu estivesse vivendo agora um momento catártico. Acho que é isso mesmo. O passado já foi e quero viver o presente com mais qualidade. Não quero ser satélite nem espectador passivo na vida de ninguém.

Se meu filho tivesse um blog prolífico e bonito, um instagram cheio de fotos legais, uma presença criativa e interessante nas redes sociais, eu estaria lendo TUDO, vendo TUDO, aplaudindo, discretamente ou efusivamente, elogiando, sendo a maior fã. Eu nunca vou saber o que é isso. Ou melhor, já soube um pouco quando meu pai era vivo. Hoje voltei a ser invisível.

Ainda não sei como me posicionar com relação à muitas coisas. As pessoas são muito estranhas. Achei que tinha reconectado um laço muito especial e forte, agora já não sei mais de nada. A vida continua, com a gente bebendo vinho, viajando com amigos, indo ao cinema, colhendo maçãs, esperando ansiosamente pelas folhas douradas e pelos dias curtos e lindos que virão.

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Buda

Não planejei, apenas fiz um bolo de chocolate com quatro camadas e então percebi que esta é a minha última semana com 55 anos. Gostei de ter essa idade. Estou crescendo, mudando, envelhecendo, ficando um pouco mais sábia, um pouco cética, menos tolerante com bull shit, menos disposta a comprometer minha dignidade com hipocrisias. O bolo feito com farinha de espelta germinada, ficou rústico e levemente doce. Tem batata doce na massa, chocolate e ovos orgânicos. Comi duas fatias. Achei tudo isso muito auspicioso.

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that’s a wrap

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Pelas fotos reparei que o casal só faz coisas com outros casais. E são todos iguais a eles, brancos e heteros. Não tem solteiro, divorciados, gays, gente de outras raças e cores. É só mais do mesmo, deixando todas as fotos basicamente a mesma coisa. Primeira vez que estou organizando uma reunião no trabalho. O secretário escolheu as datas. marcou pra 31 de outubro, Halloween. Decidi que vamos então fazer um concurso de fantasias na reunião. Já escolhi a minha. Serei um inseto não identificado. No teatro antigo da cidade, vimos três filmes mudos acompanhados por um pianista fazendo a trilha sonora ao vivo. Foi muito divertido! Amo filmes mudos, mas nunca tinha visto um na telona e com piano ao vivo, como era feito na época. Vimos um Chaplin, um Keaton e um Chase. Cortei o café do meu café da manhã. Agora vou ter que chamar essa refeição de desjejum. Levei uma compota de figos pra moça que me deu os figos. Snack natureba na MS––power raisins. Que são apenas passas com sementes, como era antigamente.Agora se tocaram que comer as sementes faz bem. Coloquei o capim santo dentro da french press, deixei na bancada da cozinha do trabalho e fui até o banheiro. Quando voltei, tava um bafafá, todo mundo querendo saber o que era aquele mato ali dentro. Algo tão normal pra mim, uma coisa exótica pra outros. O jornaleco da minha cidade publicou algo sobre o DACA,  fui ler os comentários [burra] e fiquei deprimida com a avalanche de falas ignorantes.  Gente que só vê tevê e lê facebook, não pode mesmo ter senso crítico, nem capacidade de discernimento.  Imagino como seria legal se toda noticia sobre o Dromptrs fosse ilustrada com uma foto bem bonita do Obama! O trancetê dos caminhões carregados com tomates é a visão clássica do final do verão aqui na roça.

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day in day out

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Alguém foi viajar e me mandou uma mensagem dizendo—vá a qualquer hora pegar quantos figos quiser na minha figueira. Então serei dona de uma árvore de figos por 3 semanas!

Acho que fico feliz super fácil. Fiquei embevecida de felicidade porque tivemos uns dias de máxima de 28ºC depois de meses de muito bafão. Outra grande felicidade simples pra mim é quando meu filho vem me visitar e ficamos conversando em português. Também amo quando ele traz a Alaska.

Quando criança levei um disco de ópera do meu pai na escola, a classe toda riu de mim. Hoje, por mil outras razões, continuam rindo. Antes eu chorava, agora só fico um pouco perturbada, depois supero. Não sou o problema.

Troglô deixa bem claro, o tempo todo, o quanto ele detesta trabalhar no nosso grupo. Mas daí tem comida de graça na cozinha e o sujeito faz até uma dancinha da alegria com o prato na mão. Ah, os hipócritas sanguessugas.

Estou vestindo um par de capri jeans da banana republic e uma camisa da j. crew. O custo total desse outfit foi $12.00. Invisto em sapatos, com o resto não tenho preconceito.

Voltando do nosso clássico picnic anual na praia, passamos por uma comunidade zen budista. Paramos e fomos visitar a fazenda deles. Q ue coisa maravilhosa! uma fazenda orgânica. Eu não queria mais ir embora, já tava pronta pra me listar de ajudante de cozinha, qualquer coisa!

Ontem teve uma eclipse solar. Foi parcial, mas foi divertido. Como já disse, fico feliz com pouco.

White lady: We don’t serve colored people here.

Dick Gregory: I don’t eat colored people. Bring me a whole fried chicken.

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o passado não condena